Instruções Práticas para os Médiuns Fascículo 01

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Instruções Práticas para os Médiuns

Fascículo 01
ÍNDICE
Item Assunto Pág
- Índice 1
- Prefácio para os Médiuns do Vale do Amanhecer 2
- Prefácio para o leitor estranho à Corrente 3
1 Como você ingressou no Desenvolvimento 4
2
Como você começou 4
3
O começo do desenvolvimento 6
4
Como agir nos primeiros dias de freqüência 7
5
Horários 7
6
A sirene do Templo 7
7
O ritual básico 8
8
Ritual de abertura 8
9
Mediunização 9
10
Personalidade e individualidade 10
11
Mantras, chakras e plexos 11
12
O uniforme 11
13
A voz 12
14
O gesto 12
15
Amigos e inimigos 12
16
Tia Neiva 13
17
Relações com os Mestres 14
18
Seus dias de freqüência 15
19
Retiro normal 15
20
Horários dos Retiros 16
21
Bônus horas 16
22
Atitude básica 16
23
Seus gastos no Vale 17
24
Seus “Mantras” 17
25
O Cartão 18

Prefácio para os Médiuns do Vale do Amanhecer

Caro Médium:
Este Fascículo é dirigido a você como Médium da Corrente. No momento que você recebeu sua emanação, no seu primeiro dia como principiante, você já se tornou Médium do Templo do Amanhecer.
A partir desse ponto, seu problema é desenvolver suas qualidades mediúnicas. Estas instruções são para lhe ajudar de maneira prática e objetiva. Elas lhe ensinarão como se movimentar na área do Vale e no Templo, como usar seu uniforme e como se adaptar no quotidiano da vida mediúnica.
Naturalmente, seu desenvolvimento não vai depender de coisas escritas, de leituras e aulas. Este trabalho apenas irá complementar as coisas que você vê e ouve no decorrer de seu desenvolvimento.
Use-o como um livrinho de bolso, para você ler na condução ou nos seus momentos de folga. Se houver mais alguma coisa que você ache que está faltando, procure seu Instrutor ou qualquer Mestre mais experiente. Temos certeza que alguém irá lhe informar o que você pretende.
Temos à sua disposição 07 (sete) Fascículos (Instruções Práticas para os Médiuns) que deverão ser adquiridos de conformidade com as orientações dos Mestres Instrutores, bem como os livretos de Pequenas Histórias e outras obras publicadas sob os olhos da Clarividente Neiva, doutrinariamente destinadas a somar valores essenciais ao seu melhor posicionamento. Os títulos são
- O Vale do Amanhecer;
- Tia Neiva – Autobiografia Missionária;
- Série Pequenas Histórias (Fascículo 01 ao 07);
- Mensagens de Pai Seta Branca;
- Luz do Amanhecer;
- Hinos Mântricos e Preces;
Lembre-se sempre que nossa Doutrina é dinâmica, isto é, as instruções dos Planos Espirituais fluem constantemente pelos Emissários do Céu e, já existe um mundo fantástico de conhecimentos registrados em “Cartas” que aos poucos você, caro Médium, irá no transcorrer de sua jornada se familiarizando e conquistando o direito de adquirir.
Não será por falta de informações que você irá “estacionar” sua Mediunidade.
Boa Sorte!
Mário Sassi
Trino Tumuchy
(em memória)

Prefácio para o leitor estranho à Corrente

Caro leitor:
Este folheto é dirigido aos Médiuns do Vale do Amanhecer.
Embora não haja objeção que seja lido por outras pessoas, apenas queremos lembrar que ele será melhor assimilado por quem estiver participando das atividades mediúnicas do Vale.
Na verdade ele é apenas um registro das posições básicas do Vale do Amanhecer mostrando suas finalidades, posição técnica, doutrinária e mística.
É também verdade que nossos Médiuns não dependem de material escrito para sua participação, uma vez que o conhecimento da Doutrina do Amanhecer é adquirido mais pela Mediunidade que pelo intelecto.
Sem dúvida existe um aprendizado inicial, no qual entram os processos imitativos e sensoriais. Mas, tão logo o Médium se familiariza com o Sistema ele aperfeiçoa mais a percepção mediúnica que a sensorial.
Por meio de “Mantras”, “Chaves”, Cantos, gestos, Indumentárias e horários, tudo formando um conjunto ritualístico, se estabelece um intercâmbio ectoplasmático entre o Médium e a Corrente. Isso muda seu teor fluídico e o impregna com as Energias Espirituais manipuladas no Templo.
O resultado é o clareamento fisiológico que abre a percepção extra-sensorial. O Médium passa a perceber as coisas de seu campo consencional que antes não eram registradas pelo seu “eu”.
Por esse processo ele se torna esclarecido sem artifícios, de acordo com sua formação psíquica e sua cultura, sem falsas submissões à dogmatismos que produzem dúvidas e angústias.
Somente o Mediunismo sem retoques ou superstições garante o respeito ao livre arbítrio, e torna possível a modificação do indivíduo de dentro para fora, a única mudança de comportamento que se faz sem criar dependência e que permite o equilíbrio individual.
Esse é o motivo básico pelo qual não se sujeita o Médium do Vale do Amanhecer a leituras obrigatórias. Mas, uma vez aprendido o Sistema do Vale, nada há que se objete à leitura, que sempre pode acrescentar algo à Personalidade. Essa é a razão deste Manual Prático, que vamos disponibilizando em capítulos, para não se tornar cansativo.
Boa Sorte!
O Editor
1 Como você ingressou no Desenvolvimento.
Antes de se tornar Médium do Vale do Amanhecer você era um simples paciente, um freqüentador.
Você consultou um Preto Velho e lhe foi dito: “Meu filho, você tem muita Mediunidade, você precisa desenvolver…”.
Nessa altura, você está convencido de que a única maneira de “endireitar” sua vida, curar-se de alguma doença ou afastar suas dificuldades, é se desenvolvendo.
Você então é encaminhado a um serviço especializado. A Ninfa responsável lhe fez algumas perguntas, escreveu seu nome e seus dados em uma folha impressa e mandou que você começasse no domingo seguinte. Você então voltou para sua casa com uma “Autorização para Desenvolvimento”.
2 Como você começou
Se ingressou no Corpo Mediúnico pelos processos normais, você começou assim: No domingo seguinte ao recebimento da autorização, se apresentou no Templo às 10:00 horas da manhã e sentou-se junto aos outros pacientes. Você pode ter ouvido a palavra “Aspirante”, e isso é o que você era.
Das 10:00 às 11:00 horas o Presidente ou o Coordenador do Desenvolvimento explicou o que era a Corrente, quais as razões da Mediunidade, o que poderia ser feito e o que não poderia ser feito. Nessa ocasião deve ter sido dito:
“Para ser Médium da Corrente Indiana, a pessoa não pode ingerir álcool, nem uma gota, e isso não tem meio termo”.
Você deve ter ouvido também que o Vale não faz campanha anti-alcoólica, nem se importa que seus componentes bebam. O problema do álcool é colocado em termos técnicos da Mediunidade e do perigo que isso representa para o Médium.
Foi dito também:
“A razão básica pela qual as pessoas precisam se desenvolver é o seu equilíbrio pessoal, a realização do programa feito pelo seu Espírito, antes de vir para este Planeta, antes de reencarnar”.
E também:
“A Mediunidade é uma arma que Deus lhe deu para se defender. Conforme o uso que você fizer dela, você pode ferir a si mesmo. Por isso, ela é um espinho atravessado na carne”.
Com essa explicação você compreendeu que a Mediunidade é um fato natural e que todos os seres humanos a têm. Mas, o que mais o impressionou, provavelmente, é de ter ouvido que Espiritismo é Doutrina da Vida e não da Morte!
De fato é assim. A verdadeira religião é a vida de cada um, as obrigações, as pessoas que o cercam, seus filhos, seus pais, seus irmãos, seus companheiros de profissão, seu vizinho no ônibus, enfim, seu “próximo” e sua vida do dia a dia. Da maneira que você se comportar a cada momento é que é sua Religião. Se você vive doente e desanimado, pobre, mal vestido, de mau humor, cercado de Espíritos desencarnados de baixo padrão vibratório, que espécie de Amor você está dando ao seu “próximo”, que “Religião” é a sua?
Agora veja o outro lado da moeda: Você se desenvolve, ou melhor, desenvolve suas qualidades mediúnicas amparado pelo Sistema Crístico, dentro das normas que o Mestre Jesus preparou para este Planeta nestes 2000 anos. Você aprende o valor da Humildade, da Tolerância e do Amor ao próximo. Você descobre que não é o pobre coitado que chegou ao Templo pedindo socorro, mas sim que tem uma vasta experiência de milhares de anos – você descobre o acervo do seu próprio Espírito!
A partir daí você começa a “vencer na vida”, isto é, sua mente se torna mais clara, suas decisões são mais seguras, suas dores são menos sofridas e você começa a se realizar. Você agora pratica a Religião da Vida!
A partir daí, as pessoas começam a gostar mais de você e achar que você é uma boa pessoa, começam a vibrar favoravelmente a você! Com isso você começa a entender porque o Velho Tumuchy afirmou:
“Nós podemos avaliar nossa posição neste universo, a cada momento, pelo balanço entre as vibrações positivas e as negativas que nos atingem”.
Assimilando isso, você aprende a cultivar as vibrações favoráveis do seu próximo – você aprende que é mais negócio fazer amigos do que inimigos!
Assimilando essas idéias, você começou a ser um Médium do Vale.
3 O começo do Desenvolvimento
Depois da Palestra, ainda no seu primeiro dia de Desenvolvimento, você foi submetido, dentro de um processo especial e isso foi muito importante. A partir desse trabalho, as “águas do rio de sua vida” passaram a correr em outro canal – o canal Mediúnico. Desse momento em diante começa a abertura de seus Chakras.
CHAKRAS são pontos de captação e transmissão de forças Espirituais, que existem na periferia do corpo, sob a pele, com ligação com o seu Perispírito.
Para você ter uma idéia aproximada de seu Perispírito, imagine que você está circundado por uma fina parede de plástico transparente e flexível que forma um oval. Ela é de matéria Etérica e por isso não interfere com o seu mundo físico, de forma perceptível pelos seus sentidos.
Nessa “parede” existem alguns pontos parecidos com tomadas de eletricidade, dessas que a gente tem nas paredes da casa. Através deles você recebe a energia do seu mundo Espiritual e transmite os anseios de sua Alma.
Bem em cima de sua cabeça existe o Chakra Coronário. Esse Chakra alimenta a Força do Doutrinador. Pouco acima do seu estômago, fica situado o Chakra Umbilical, na região do seu Plexo Solar. Esse Chakra é que proporciona o desenvolvimento maior do Médium Apará. Além desses existem outros que têm funções diferentes. Voltaremos a falar deles mais tarde.
Depois do trabalho de “inversão de corrente”, feito nos Tronos, você foi submetido a um Teste de Mediunidade. Depois disso você e nós ficamos sabendo com que tipo de Mediunidade seu Espírito decidiu exercer sua Missão na Terra. Veja bem, não somos nós que damos a sua Mediunidade. É você que já trás consigo, nós apenas verificamos.
Sua primeira manifestação Mediúnica é na presença de seu Mentor. O Mentor é um Espírito da Esfera Superior, um Pai ou Mãe Espiritual que sempre guiou os seus passos na Terra. Alguns o chamam de “Anjo da Guarda”.
O Teste Mediúnico consiste exatamente na “Chamada do Mentor”. Se você for Doutrinador, o Mentor concentra na sua cabeça, no seu Chakra Coronário. Com isso você sente a cabeça um pouco mais quente, mas fica completamente consciente. Se você for Apará (Incorporação) a influência é maior no Plexo Solar, no Chakra Umbilical. Nesse caso você perde um pouco a consciência e sente a pressão na região do estômago.
A partir daí você se definiu: Doutrinador ou Apará.
No domingo seguinte você foi encaminhado a um Instrutor. Doutrinador ou Apará, aqui estão as coisas fundamentais que você deverá saber:
4 Como agir nos primeiros dias de freqüência
Desde que completou seu primeiro dia de Desenvolvimento, você deixou de ser um paciente para ser Médium. Embora você não perceba isso com muita nitidez, existe uma diferença muito grande entre um e outro.
Por isso não convém que você continue freqüentando como paciente passando pelos Tronos, pela Cura ou Linha de Passes. Você só deve fazer isso se tiver um motivo muito forte, e assim mesmo mediante um entendimento com o seu Instrutor ou com o Presidente do Templo. Desde o momento em que você se tornou Médium, tudo que você precisa deverá ser obtido pela sua Mediunidade e não pela Mediunidade dos outros.
5 Horários
Sua obrigação de freqüência é de uma vez por semana, de preferência aos domingos. Se isso não for possível, freqüente a cada 15 dias ou uma vez por mês, mas estabeleça um ritmo de comparecimento.
Numa tradição que é mantida há muitos anos, os horários de funcionamento da Corrente são os seguintes:
10 horas da manhã – Abertura da Corrente. Funcionam: Mesa Evangélica e Linha de Passes. (Onde há Corrente Mestra);
3 horas da tarde – Abertura da Corrente Mestre (onde existe). Funcionam: Todos os Setores de Trabalho.
Qualquer que seja seu ritmo de freqüência você deve abrir sempre o seu “Retiro” às 10 horas da manhã e nunca fechá-lo antes da passagem das 3 da tarde. Excepcionalmente você pode abri-lo às 3 horas da tarde. Aos domingos, enquanto você for princi­piante, seus horários serão determinados pelo seu Instrutor.

6 A sirene (Templo Mãe)

Depois que ela toca você tem sempre 15 minutos para se apresentar ou para encerrar seu trabalho.
Código dos toques da sirene:
1 Toque (longo) – Encerramento do trabalho oficial e retiro.
2 Toques (médios) – Convocações para: – Reuniões Trabalho Especial – Outros Trabalhos.
3 Toques (1 curto – 1 médio – 1 longo) – Intercâmbios do retiro e abertura do trabalho oficial.
4 Toques – Emergência – Reunião de todos que se acha­rem no vale. E também, toques, de meia em meia hora das 10:00 horas da manhã às 18:00 horas da tarde, no caso do desencarne de um mestre.
Obs.: Determinado trabalho especial, situações de emer­gência e nos casos de desencarne, antes de tocar a sirene, o mestre deverá estar autorizado por um dos mestres Trinos Presidentes: Tumuchy, Arakén, Sumanã, Ajarã.
No nosso Templo, para a realização de qualquer Trabalho fora dos dias e horários pré-estabelecidos, deverá haver autorização do Presidente (Adjunto ANORO – Mestre Marcos).

7 O ritual básico

Use a expressão “Salve Deus”!
a) Sempre que cruzar com outro Médium aqui ou fora do Vale;
b) Quando cruzar o portão do Vale entrando ou saindo;
c) Ao entrar ou sair do Templo.
Entre no Templo de preferência pelo lado es­querdo. Ao atravessar o portal diga “Salve Deus!” e abra os braços de frente para a Pira. Faça o mesmo ao sair, não importa quantas vezes você entrar ou sair.
Não converse a não ser o estritamente necessá­rio, assim mesmo em voz baixa. Evite a todo custo gesticular, rir ou gritar. Procure sair pelo lado es­querdo. A circulação é melhor no sentido dos pon­teiros do relógio.
Sempre que você chegar ao Templo, permaneça alguns minutos sentado ou em pé e se prepare men­talmente. De preferência faça um “Pai Nosso”. No fim deste folheto você irá encontrar o “Pai Nosso” como proferimos aqui. Em seguida faça a sua pre­paração. Nesse caso existem duas hipóteses: você chegou no horário de abertura ou chegou com os tra­balhos em andamento.

8 Ritual de abertura

A fila é formada a partir dos Comandantes do trabalho que ficam bem em frente da presença divi­na (entre o sol e a lua) seguidos dos comandantes dos demais setores de trabalho.
As Médiuns ninfas (mulheres) ficam à sua es­querda; os homens ficam à sua direita. Todos devem ficar com as mãos cruzadas atrás, a uma distância mínima de 20 centímetros mais ou menos, entre um Médium e outro.
O Primeiro Comandante dá o sinal (às 10 ou 15 horas em ponto) e todos começam a cantar Mayanty. O Primeiro Comandante faz a sua preparação e a chave de abertura. Em seguida, o 2º e o 3º Comandantes, e daí por diante passa uma Médium ninfa, depois um homem e daí por diante, até o último.
Cada um que passa pela Pira segue depois para a frente da mesma e, abrindo os braços diz: “Meu Senhor e Meu Deus”. Segue depois para a base da mesa triangular e, abrindo os braços de frente para a Pira repete: “Meu Senhor e Meu Deus”.
Se você chegar com os trabalhos em andamento faça a mesma coisa, porém sem precisar cantar Mayanty.
De qualquer forma, em conjunto ou só, quando você termina o ritual de abertura, isso deve significar que você já está Mediunizado.

9 Mediunização

A Mediunização é o fato básico e mais impor­tante da vida do Médium, por isso vamos nos alongar um pouco mais sobre isso neste Fascículo.
Para você entender bem a Mediunização é pre­ciso que você saiba algo fundamental sobre você mesmo. Procure nos seguir com sua imaginação.
Um dia, na Eternidade, seu espírito foi criado por Deus. É como se Deus fosse uma nuvem muito grande, uma dessas nuvens de chuva e seu espírito fosse uma das gotas de chuva que caiu da Nuvem-Deus. É lógico que essa gota de água-chuva é feita da mesma substância da Água-Nuvem-Deus.
Só que, uma gota de água é água, mas não é a água. Entendeu? A gota é água, mas não é toda a água. A gota é um pouco de água individualizada.
Assim, a partir do momento que se destacou de Deus, seu espírito passou a ser uma Individualidade, algo destacado, algo separado.
Como uma gota de chuva que cai sobre a terra, seu espírito Iniciou uma trajetória, um caminho, um destino. Quando isso aconteceu e como, ninguém sabe, e nem você jamais o saberá. Mas isso não im­porta muito atualmente, nesta encarnação.
Agora pense quanta coisa pode acontecer com uma gota de água!
Ela pode se dissolver na terra, cair sobre uma planta e ser sugada por ela, misturar-se com outras gotas e se tornar apenas água. Ela pode se sujar, se colorir, ser mais transparente ou mais opaca, etc.
Depois ela pode virar vapor e subir de novo para a nuvem. Em seguida ela pode descer de novo e tor­nar a subir. Mais ou menos assim é a vida do seu espírito! Talvez você tenha mais imaginação e possa arranjar uma comparação mais feliz. Mas cremos que você entendeu a idéia, não é verdade?
Pois bem partamos agora para a idéia das Encarnações.
Seu espírito está em alguma parte deste Universo e seu sonho é voltar para Deus. Provavelmente ele estará em “alguma morada do Pai” como disse o Mestre Jesus no seu Evangelho. Mas, desde o mo­mento que você, ou melhor, seu espírito partiu de Deus, ele se arranhou, empoeirou, sujou e se poluiu. Para voltar para Deus ele terá que se purificar de novo, ficar transparente, límpido como uma gota d’água.
Deus, então, na sua infinita misericórdia, esta­beleceu um sistema, uma maneira de os espíritos se purificarem: ele inventou a Humanidade, criou dentre outras coisas, o ser humano.
Nesse caso, o que é um Ser Humano, o que é um Homem?
A resposta é óbvia: um Ser Humano é um espí­rito a caminho, um espírito que ganhou uma oportu­nidade de se preparar para voltar à Deus que o criou e, nessa trajetória, passa algum tempo na Terra.
Para esse fim o espírito se equipou com um corpo e, para operar esse corpo ele utiliza uma alma. Assim como um motorista que adquire um carro e o enche de gasolina. O motorista é o espírito, a gaso­lina é a alma e o carro é o corpo. De acordo com o estado que esse espírito iniciou suas viagens ao Pla­neta ou melhor, pelo Planeta, tantas e de tais quali­dades são suas encarnações.
Como não bastou uma, ele teve várias e é por isso que se costuma dizer que uma pessoa é um espírito reencarnado. Assim como cada ano ou cada época a gente pode ter um carro diferente, cada en­carnação a gente forma uma nova personalidade.

10 Personalidade e individualidade

Nessa altura meu caro médium principiante, você tem duas coisas diferentes para entender, que você é basicamente: a individualidade do seu espírito e a sua personalidade atual.
Naturalmente você já percebeu que a sua indi­vidualidade é coisa antiga, tão antiga que você nem sabe quando ela começou a existir. Mas a sua per­sonalidade é recente pois tem exatamente sua idade!
Sobre a sua personalidade você sabe quase tudo. Você sabe do que gosta e do que não gosta. Na ver­dade você tem até mesmo certa admiração por você mesmo! Pode até acontecer de você ter mágoa de não ser mais bonito, mais charmoso ou mais alto.
Normalmente você vive tão preocupado com sua personalidade que raramente você percebe sua Indi­vidualidade. Entretanto, seu espírito tem a experiên­cia de muitas encarnações, de experiências vividas durante milhares de anos. Ele tem a experiência acu­mulada de aproximadamente 19 a 21 personalidades diferentes que você já foi! Só que você não se lembra disso, não tem preocupação de pensar no seu próprio espírito, e Isso não é realmente muito premente, até que o seu “carro” atual comece a ratear e as coisas come­cem a ir mal.
É nesse ponto que você veio parar no Vale do Amanhecer e acabou se tornando um Médium do Vale. E como o Vale existe justamente para reavivar sua memória espiritual, a principal coisa que ele vai lhe ensinar é a retomada de contato com seu pró­prio espírito. isso será feito pelo mecanismo da Mediunização.
Ao chegar ao Vale pela primeira vez você estava dessintonizado, isto é, sem sintonia com seu mundo espiritual, meio perdido no caminho da vida.
Desde o começo, você recebeu um princípio dou­trinário, algo em que se basear e também confiar. Recebeu também um “reajuste” de sua organização psíquica, um “reaperto” na sua tônica magnética. Isso que o povo chama de “descarga”, “limpeza”, etc.

11 Mantras, Chakras e Plexos

Agora você tem um “Mantra” ou seja, um con­junto de gestos, sons e atitudes que lhe permitem começar a se ligar com seu mundo espiritual. Você canta “Mayanty” e, ao fazer isso, você libera seu “fluido” ou “ectoplasma”. Ele vai saindo de sua boca como se fosse uma nuvem invisível e essa fumacinha vai se juntando ao ectoplasma dos outros Médiuns e ao que já existe no Templo.
Ao mesmo tempo sua “aura” vai ficando mais clara e a “parede” do seu Perispírito se torna mais límpida, mais transparente. Seus “chakras” come­çam a acordar e você vai recebendo de volta a mes­ma quantidade de fluído que você está emitindo. Só que o fluído que volta é mais sutil, cheio de vibra­ções positivas.
Ele atravessa seus “Chakras” e se comunica com seus plexos nervosos. (Plexos são feixes de nervos – lugares onde os nervos se cruzam).
O maior “plexo” fica situado na região do estô­mago, entre este e o peito. Nele você recebe e emite a maior carga de ectoplasma e é por isso que os Mestres recomendam que você ande com as mãos cru­zadas às costas. Com isso você expõe mais o plexo solar, esse que fica acima do estômago. Outra parte do ectoplasma, que está sendo recebido, penetra pelo alto da cabeça, pelo “Chakra” coronário. Na verdade isso pode acontecer com todos seus “Chakras” e, por conseguinte, com todos seus “plexos”.
Aos poucos, você sente o resultado dessa com­plexa operação Mediúnica, e você começa a se sen­tir diferente. Sua mente clareia, você percebe em si mesmo uma excitação tranqüila, uma energia nova, uma certa leveza, uma espécie de alegria.
Na verdade, o que você sente é difícil de ser re­produzido aqui, uma vez que a experiência é só sua de acordo com você mesmo e com mais ninguém.
Essa é a experiência do princípio de comunica­ção de seu espírito, com você mesmo!
Daqui por diante você a cada dia aperfeiçoa mais sua capacidade de Mediunização. Com o tempo e a repetição ela se torna automática, rápida.
A partir da Mediunização, você tem pouca coisa a se preocupar, em termos de trabalho mediúnico. Você estando Mediunizado os Mentores e os Guias executam o trabalho por seu intermédio e vão lhe creditando os “bônus horas”, isto é, os créditos espi­rituais que vão saldar suas “dívidas” desta ou de ou­tras encarnações.

12 O uniforme

As peças do seu uniforme, sua fita, sua carteira de Médium, seu chaveiro, sua estrela de carro, ou qualquer outro objeto que você use na sua qualidade de Médium do Vale merecem sempre cuidados espe­ciais, pois são objetos que ficam impregnados de sua emanação.
Emanação é o toque pessoal do Médium. Com o uso, os objetos vão ficando impregnados com os resíduos do seu fluído e formam com isso uma Iden­tidade espiritual. Por isso, eles não devem ser usa­dos por outra pessoa, nem convém que os outros os toquem. Pela emanação de seus objetos mediúnicos os mentores sintonizam mais facilmente com sua onda pessoal.
Mas, a mais importante função do seu uniforme é a obtenção de vibrações favoráveis dos outros. Re­pare na diferença: quando você está com sua roupa comum, as pessoas vibram na sua personalidade, no cidadão que você é, na sua maneira simpática ou não de se vestir. Porém, quando você está de uniforme as vibrações em torno de você se modificam muito. Você está representando a esperança de cura ou de solução dos problemas das pessoas, você é o Vale do Amanhecer!
Por isso o seu Uniforme deve ser o mais igual possível dos outros. Se você der a ele característi­cas muito pessoais, você recebe mais carga vibrató­ria do que os outros. Isso tanto pode acontecer por seu uniforme estar “mais bonito” como por estar “mais feio”.
Sabedor disso, você deve evitar enfeites, pregas, laços e outros “acréscimos”. Também deve evitar manchas, engruvinhados por falta de ferro de passar, rasgões, etc. Seja elegante sem ser exagerado. Espe­cialmente se você é Médium mulher.

13. A voz

A voz humana tem uma importante função na trajetória do espírito na Terra. Mas ela é mais importante ainda na sua função mediúnica. Quando você estiver no Templo procure sempre controlar sua voz. Evite gritar ou falar em voz alta. O ectoplasma do Templo é altamente condutor de som e qualquer es­tridência ou dissonância altera toda a composição do ambiente.
Por outro lado, o Templo recebe continuamente vibrações negativas, cargas magnéticas e outras ema­nações dos espíritos tratados. Se sua voz é estri­dente ou dissonante pode atrair para você muitas dessas cargas.

14. O gesto

Seu porte, seu olhar e a movimentação de seus braços determinam o melhor ou pior aproveitamento do seu trabalho no Templo. Eles formam sua aparência e também são os índices de sua Mediunização.
Um Médium que conversa animadamente, gesti­culando com os braços, lançando olhares maliciosos ou rindo gostosamente, dificilmente pode estar mediunizado. Em vez de estar sintonizado com a tô­nica do Templo ele se sintoniza com os outros cidadãos e o resultado é negativo… para ele.

15. Amigos e Inimigos

Você vai encontrar muita gente no Vale. A maioria você não conhece mas sempre encontrará alguns que conhece. Pode até encontrar alguns amigos e alguns inimigos. Ou pode acontecer de você antipa­tizar com alguns ou simpatizar com outros. Bem, isso acontece em qualquer outro lugar da vida, não é ver­dade? Então, qual é a diferença?
A diferença é que no Vale do Amanhecer só exis­tem dois tipos de pessoas: Médiuns e Pacientes! O Vale só reconhece duas qualidades: a Mediunidade ou a necessidade.
Sabedor disso você terá que se educar para agir de acordo. Tanto o desenvolvimento mediúnico como a busca de lenitivo para na dor são feitos no Vale como a última esperança da pessoa. Logo a probabi­lidade é que as que chegam ao Vale talvez não sejam as melhores pessoas, os mais “bonzinhos” da comu­nidade. Mas, seja pela Mediunidade do Médium ou o Médium pela sua Mediunidade, todos estão pro­curando conscientes ou não se integrar na sua Indi­vidualidade, no seu mundo espiritual e é isso que as tornam diferentes!
A Doutrina que você está recebendo é de Amor, Tolerância e Humildade, e essas são as únicas coisas que as pessoas estão esperando de você. Não tente ser amigo nem admita ser inimigo de ninguém no recinto do Vale. Seja apenas o Médium e evite ser o cidadão. O Médium não faz negócios, não namora, não discute futebol, nem pede dinheiro emprestado. Isso quem faz é o cidadão. E você só é cidadão de­pois que atravessou o portão do Vale e entrou na estrada. Quando você atravessou o portão para en­trar, você deixou o cidadão lá fora e se tornou o Médium!

16. Tia Neiva

A Clarividente Neiva era uma pessoa única e original. Ela era Mãe, Irmã, o consolo, a esperança e a segurança de todos nós do Vale, Médiuns ou Clientes. Mas era também uma simples criatura humana.
Tudo que aqui existe veio por seu intermédio. Ela trouxe a Doutrina, a técnica, o ritual e a presença dos Planos Superiores, colocando tudo isso ao nosso alcance. Partiu no dia 15 de novembro de 1985, nos deixando como herança um sistema técnico-doutrinário singular, todo direcionado no sentido de somar – nunca dividir. Se você tem na sua família ou no trabalho pessoas de outras religiões, respeite-as em suas posições doutrinárias, evitando discussões desnecessárias. Seja natural e não se afaste das metas racionais.

17. Relações com os Mestres

Nós somos “Mestres ensinando Mestres”, e por­tanto estamos ensinando e aprendendo ao mesmo tempo. Mas o termo mestre é muito respeitado na Espiritualidade e não é aplicado no Vale no sen­tido comum da palavra.
O Mestre não é o professor que ensina a lição e que aplica a palmatória no aluno. Ele é o Médium que evoluiu dentro da Doutrina do Amanhecer e vive sua vida mediúnica com amor e assiduidade. Não é também o mais culto ou o mais “sabido”, mas sim, o mais sábio. Geralmente é o Médium mais humilde, mais simples, mais compreensivo, mais tolerante e que assimilou o sentido profundo “de que a dor do próximo é sempre maior do que a sua…” O Mestre do Vale é aquele “que se alguém lhe pedir que ca­minhe com ele um quilômetro ele caminhará dois; se alguém chorar, ele chorará com ele e, se alguém rir ele rirá com ele…” O Mestre é o que segue os preceitos do Cristo Jesus.
A verdade é que os amigos nos ensinam muito pouco. A gente aprende melhor com os que nos atacam, nos agridem e nos magoam. Só eles nos dão a oportunidade de exercer as coisas que o Mestre dos Mestres, Jesus, nos deixou: a lição do Amor, da Tolerância e da Humildade.

18. Seus dias de freqüência

O Templo do Amanhecer (Templo Mãe) e o Solar dos Médiuns (Estrela Candente) funcionam as 24 horas do relógio. A Corrente é aberta todos os dias às 10 horas da manhã e assim permanece até as 10 horas da noite. Um dia de tra­balho é chamado de Retiro. Isso significa que todos os dias tem Retiro. Os horários e o tipo de trabalho que se faz cada dia variam conforme as circunstân­cias. Cada dia é uma batalha diferente e é difícil no Vale um dia igual ao outro. No caso do nosso Templo – ANORO DO AMANHECER – ARAGUARI/MG, também dispomos de Corrente Mestra, e abrimos o Trabalho da seguinte forma:
Domingos – Das 10 às 11:30 horas – Abertura do desenvolvimento e Partida Evangélica com o Presidente, pelo Coordenador do Desenvolvimento, ou por alguém pessoalmente designado por um destes dois Mestres.
Das 11:35 às 12:30 horas – Aulas do Desenvolvimento.
O horário de abertura do trabalho Oficial neste dia (domingo), será às 18:00 horas (exceto no 1º domingo do mês, quando é aberto às 15:00 horas para o ritual da Bênção do Ministro), quando encerra-se o 2º Intercâmbio do Desenvolvimento (parte Prática), aberto às 15:00 horas.
Obs. Os médiuns que não desejem ficar para o trabalho Oficial nesse dia, deverão dar ciência ao Instrutor ou ao Coordenador do Desenvolvimento, para que este o oriente a encerrar seu trabalho antes da Abertura do Trabalho Oficial.

19. Retiro Normal

O Retiro é a instituição básica da Corrente In­diana do Espaço. Eles começaram desde a fundação da UESB (União Espiritualista Seta Branca) na Serra do Ouro em 1959. Habitualmente ele funciona assim:
09:45 horas – Sirene (um toque curto, um breve e um longo). Os Médiuns têm 15 minutos para se apresentarem uniformizados na fila de preparação da Pira;
10:00 horas – Começa o Ritual de abertura, a saber:
Mayanty;
Formação da Mesa Evangélica.
O Presidente abre o Trabalho do dia. Lê ou não o Evangelho, faz ou não um comentário, delineia a tarefa do dia e passa a Mesa ao Mestre que vai comandar esse Trabalho.
Passagem de Sofredores – Esta dura um mínimo de 15 e um máximo de 45 minutos. Em seguida atende-se os pacientes que porventura tenham chegado, nos Tronos, passes ou junção.
12:00 horas – Almoço (uma parte dos Médiuns fica de honra e guarda).
13:00 horas – Reabertura – Honra e Guarda até às 15:00 horas.
15:00 horas – Repete-se o Ritual das 10:00 horas, com abertura, leitura do Evangelho, passagem de Sofredores na Mesa e posterior atendimento de Pacientes. Em seguida, o Comandante se mantém até às 20:30 horas, podendo em caso especial estender-se um pouco mais. De acordo com a sintonia do Comandante, é feita ou não a Passagem de sofredores na Mesa Evangélica, os tronos ou outro trabalho. Em seguida se faz o Ritual de Encerramento: os Médiuns se reúnem em torno do Comandante na Pira, cantam “Noite de Paz” e o Pre­sidente fecha o Retiro.

20. Horários dos Retiros

O Retiro do Médium é considerado na Espirituali­dade, a partir do momento em que ele sai de sua casa em direção ao Templo. Se houver atraso por motivos alheios à sua vontade, seus “bônus horas” estão garantidos.
Se o atraso é por negligência ou distração, o que acontece é que ele apenas “não está em Retiro”, isto é, ele trabalha mas não faz jús aos bônus horas.
O Retiro começa às 10:00 horas e termina mais ou me­nos às 22:00 horas.
O mesmo acontece quando o Médium abandona o Retiro antes do Encerramento. A não ser que isso aconteça por motivos de força maior, o Médium não fez o Retiro.
Em casos de impossibilidade total, com motivos que justifiquem plenamente, o Médium pode fazer um Retiro parcial. Nesse caso ele começa às 10:00 horas e encerra depois da passagem das 15 horas. Ou então ele abre antes da passagem das 15 horas e encerra no término normal. “Pedaços” de Retiro, não têm valor como Retiro. É lógico que qualquer Mé­dium pode chegar ao Templo e participar dos traba­lhos que estejam se realizando. Mas isso não é um Re­tiro, e o Médium tem que tomar certas cautelas para não sair do Templo com “cargas”.
O médium em Retiro só deve se afastar do Templo na hora das refeições, desde que fique um Mestre de Honra e Guarda no Templo, ou em caso de outras necessidades por curto espaço de tempo. Alguma ressalva pode ser feita aos Médiuns que residem no Vale, assim mesmo em termos restritos.

21. Bônus horas

São o resultado do Retiro em termos de méritos espirituais. Com esse “ganho”, os Mentores do Mé­dium “acertam” a vida dele libertam seus cobrado­res e atendem seus pedidos.

22. Atitude básica

O Médium em Retiro deve manter uma atitude atenta à sua vida espiritual. Ele faz o seu Retiro para evoluir e se libertar de seus “carmas”. Por esse mo­tivo ele deve fazer o Retiro com o máximo de eleva­ção mental. Mas, mesmo que ele esteia deprimido, irado ou revoltado ele deve fazer o Retiro. Nesse caso, devido ao esforço de autodomínio que ele faz, pode não ganhar “bônus horas” mas ganha evolução.
O ideal seria que todos os Médiuns fizessem um Retiro desses por mês.

23. Seus gastos no Vale

O Médium do Vale do Amanhecer não paga dízimo ou qualquer outra coisa para trabalhar, as despesas que tiver será consigo mesmo, isto é, todas as despesas para sua fre­qüência são inteiramente suas. Você terá que fazer seu uniforme, comprar sua fita, sua carteira de Médium, suas vestimentas iniciáticas e todos os obje­tos que você precisar para o trabalho.
Convém também que você participe das despesas com a manuten­ção do Templo e arredores. Mas, é importante sa­ber que não temos nenhuma forma de arrecadação, não pedimos ajuda financeira a ninguém e não cobramos nada dos pacientes que atendemos.
Fora dos seus objetos pessoais sua colaboração é inteiramente voluntária. O que o Templo exige de você é a sua Mediunidade, seu ectoplasma, seu dese­jo de servir. Sua ajuda na manutenção do Templo deve ser de acordo com suas condições, sem que prejudique sua vida material.
Se você é uma pessoa com uma situação financeira equilibrada, procure ajudar. O Vale sempre está precisando de alguma coisa, sempre existe alguma coisa que podemos fazer para melhorar alguma coisa, saldar um débito, contas de luz a serem pagas. É lógico que isso tudo tem que sair de algum lugar. Nossas despesas com o Templo são sempre mantidas pelo corpo mediúnico, já que nada cobramos dos Pacientes. Mas, se você der alguma coisa, fale o menos possível no assunto, e saiba que jamais podemos aceitar dinheiro algum de um Paciente ou de pessoas estranhas ao corpo mediúnico.
Você como Médium não pode pedir nada em nome do Vale, nem aceitar coisa alguma. As poucas coisas que o Vale aceita são alguns benefícios em serviços públicos.

24. Seus “Mantras”

“Chaves” são composições de palavras que ao serem pronunciadas e, às vezes, até mesmo menta­lizadas e que produzem determinados efeitos. Elas são os “Mantras”. Num folheto separado estão impressos todos os Mantras que você irá precisar para seu trabalho no Templo. O mesmo acontece com a única oração que usamos padronizada que é o Pai Nosso, assim mesmo adaptado à nossa linha.
O importante com relação aos Mantras é que os mesmos devem ser usados nas ocasiões apropria­das e sem acréscimos. Por exemplo: quando você faz sua preparação os únicos dois Mantras usados são: “Meu Senhor e meu Deus” e “Senhor, Senhor, faze a minha preparação para que neste instante pos­sa eu estar contigo”. Qualquer coisa a mais que você diga em nada vai melhorar o Mantra. Quando a gente vai abrir uma porta coloca apenas a chave na fechadura, não adianta colocar outras coisas junto com a chave…
Também os hinos cantados nos Templos são composições Mântricas. Eles foram recebidos pela Clarividência de Tia Neiva e adaptados às nossas condi­ções de trabalho. Existe um folheto onde você os encontrará a todos, bem como os momentos apro­priados em que deverá cantá-los.
As funções dos hinos são: harmonizar o ambien­te e ajudar o Médium o liberar o ectoplasma.
Você absorve as coisas da Doutrina do Amanhe­cer em três estágios: você apreende, você compre­ende e por fim você assimila. Algumas coisas, das que foram ditas até o momento, estão numa dessas fases outras estão em outra. Isso não importa muito. Cada Médium tem sua própria maneira de se desen­volver.
O importante é que você nesta altura já tenha condições de começar a segunda fase do seu desen­volvimento. Neste ponto, o Apara e o Doutrinador to­mam caminhos ligeiramente diferentes, embora para­lelos.

25. O Cartão

Traga-o sempre, pois é nele que os Mestres Instrutores assinarão o acompanhamento de sua jornada.

8 comentários:

sou Andre de Teofilo Otoni le essas informaçoes.Nas quais tiraram muitas duvidas.E nao so duvidas como vai aumentar meu acervo de posturas e condutas nesse paraiso que o vale do amanhecer. Agradeço por ajudar a muitos.

Que Deus te ilumine.

Salve Deus.

BRINK ANIMACOES disse...

olá sou Ailson santos...ja tiraram todasas minhas dúvidas.. agora mãos a obra .. para o trabalho em prol do AMOR E DA CARIDADE

Nareuda disse...

SALVE DEUS !!! AMEI ESEI Q PLANTEI A SEMENTE NO VALE Ñ JOQUEI. cigana aganara lua

raul disse...

oi sou raul gostei bastante dessas informações,pois elas tiraram todas as minhas duvidadas e acrescentou assuntos que eu não sabia.
grato!!!!

Anônimo disse...

sou luane uma paje do valer de ilheus esse valer mundo minha vida
vo fica la ate o fim

Anônimo disse...

Gostei muito do contéudo muitas vezes surgem muitas dúvidas e esse post já ajuda dando uma clariada na mente. Que jesus e Pai Seta Branca ilumine a todos nós trazendo a paz e a humildade! Cigana Aganara Lua Adriana Ssa Ba

Anônimo disse...

min chamo ednaldo estou na minha terceira aula de desenvolvimento este artigo tirou todas as minhas duvidas obrigado e salve deus.

Anônimo disse...

me disseram que deveria desenvolver,tinha muitas duvidas e isso me ajudou muito. salve deus

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