Instruções Práticas para os Médiuns Fascículo 03

domingo, 9 de agosto de 2009

Instruções Práticas para os Médiuns

Fascículo 03
ÍNDICE
Item Assunto Pág
- Índice 1
- Prefácio do Fascículo III 2
1 O Templo do Amanhecer 3
2 A Pira 5
3 O Fluxograma do Templo 6
4 Suas energias humanas 6
5 Cura espiritual 7
6 For­ças e energias 7
7 Trabalho 7
8 Forças físicas e psicológi­cas 9
9 Recepção e emissão 9
10 Suas forças mediúnicas 10
11 A consciência das próprias forças 11

1 O Templo do Amanhecer

Se você assimilou as coisas fundamentais que ficaram registradas até este ponto, irá ter con­dições para compreender a função do Templo em seus vários aspectos. Antes, porém, é bom que conheça algo a respeito de templos através dos tempos.

Você sabe agora que nós, no Vale, vemos o Mun­do como algo acima da nossa capacidade de verifi­cação, em termos de “como” e “porquê”. A Huma­nidade não sabe, nem pela Ciência e nem pela Religião, porque o nosso Planeta foi criado ou quando isso aconteceu. Tudo que sabemos é como ele se apre­senta em alguns aspetos físicos e funcionais. Doutrinariamente, nós o vemos como uma espécie de Escola para Espíritos, com as coisas sempre incertas e inseguras, verdadeiros testes permanentes para seus habitantes. Seu passado e as coisas que acon­teceram antes existem para nosso conhecimento em termos de algumas coisas escritas e outras tantas ruínas em pedra. Esses testemunhos são vistos, em cada geração, pela maneira de ver dessa mesma gera­ção, conforme a interpretação do momento.

Nessa altura você estará se perguntando o que terá isso a ver com o nosso Templo, não é verdade? Então procure seguir o nosso raciocínio e irá entender. Assimile a idéia conforme as coisas se apresentem aos seus sentidos. Vejamos o que nos diz o Professor Silveira Bueno no seu “Grande Dicioná­rio Etimológico Prosódico da Língua Portuguesa, Edição Saraiva, 1967″: “Templo – s.m. Igreja, lugar dedica­do ao culto divino. Latim, “templum”, nos tempos antigos, o quadrado descrito pelos áugures (o grifo é nosso) já em terra, já imaginariamente no céu, den­tro do qual observavam o vôo das aves e outros fenô­menos, interpretando-os como favoráveis ou desfa­voráveis segundo a superstição da época”.

A língua latina já existia mil anos antes da vinda de Jesus. Foi nessa língua que se conceituou a pala­vra “templum” que em português se pronuncia “Tem­plo”. A palavra “áugures” significa adivinho ou a pes­soa que adivinha. Conclui-se então, que “Templo” significa um local delimitado no chão e imagina­riamente no céu, isto é, no ar, em cujos limites os fenômenos observados preconizavam as coisas que iriam acontecer, de bom ou de mau. O “quadrado descrito”, isto é, o local indicado, dá a entender que as informações buscadas só seriam encontradas ali e não em outro lugar. Se as aves vinham voando, esse vôo somente significaria alguma coisa no mo­mento em que cruzava aquele espaço acima do qua­drado. Porque?

Tudo indica que naquele pedaço de chão havia algum tipo de força, de energia que diferenciava o espaço acima dele de alguma forma. Por outro lado, as interpretações eram feitas apenas pelos áugures, o que significava que só eles sabiam o segredo ou tinham a sensibilidade para aquele fenômeno sutil. Em nossos dias, fato semelhante é descrito, com riqueza de detalhes, por Car­los Castanheda no seu livro “Viagem a Ixtlan” e ou­tros do mesmo autor.

Resumindo: para operar um “templum” era ne­cessário haver um pedaço de chão com condições di­ferentes e indivíduos também com condições diferen­tes. Transportando esse fato para o Templo do Ama­nhecer, nós temos um pedaço de chão ionizado e pes­soas mediunizadas.

A palavra “íon” significa átomo eletrizado e, embora as propriedades dos Íons sejam cientificamente complexas, nós sabemos que eles são partículas encontradas nos raios solares. O Sol é pois, a fonte da energia que ioniza o Templo. A Lua por sua vez atua em termos de partículas negativas, diga­mos assim, de íons diferenciados dos íons solares. Assim nós temos duas energias básicas concentra­das no espaço do Templo. É lógico que o mesmo fe­nômeno atua sobre toda a superfície do Planeta. No Templo, porém, ele é dirigido, concentrado pela força dos Médiuns.

Conclui-se daí que há uma relação di­reta, entre as energias que chegam de fora da Terra, e a energia que é emitida pelos seres que habitam o Planeta, nesse caso nós os Seres Humanos e, especificamente no caso de nosso Templo, nós os Mé­diuns.

Meu caro Aspirante, procure nos perdoar tanta complexidade para explicar uma coisa tão simples. A razão é que você precisa compreender e assimilar que ser Médium com M maiúsculo é muito mais im­portante do que habitualmente se pensa. O Templo do Amanhecer é uma potente Usina de Energia Cósmica, concentrada num espaço relativamente peque­no e ele não funciona sem os catalisadores que são os Médiuns.

Assimilado isso, você irá começar a entender o simbolismo da Pira que divide o Templo em dois. Chegue perto dela, olhe com atenção e você irá en­contrar claramente representados a Terra, o Sol e a Lua.

A partir desse conhecimento, você ficou sabendo o mecanismo de sua participação na Corrente. No Templo existem energias recebidas do Sol e da Lua e em você existem energias que partem de você mesmo. Da manipulação desses vários tipos de ener­gias é que resultam a cura, a desobsessão e reequilíbrio das pessoas que nos procuram.

Agora vamos percorrer juntos o recinto do Templo, como se você fosse um visitante e estivesse curioso para saber. Antes, porém, vamos falar sobre a Estrela que fica em frente ao Templo (Templo Mãe), chamada “Es­trela de David”.

David foi um Rei de Israel, cerca de 1.000 anos antes da vinda de Jesus. Entre outras coisas, diz a lenda que ele combateu o gigante Golias, munido apenas de uma funda (objeto para o arremesso de pedras). Ele também estabeleceu o Reino de Judá em Jerusalém como Capital, levando a Arca da Aliança.

Naturalmente, as coisas que ele realmente fez se tornaram lendas e alegorias. Mas o fato funda­mental é que ele ficou sendo o autor do símbolo do “Hexagrama” ou seja, dois triângulos equilá­teros cruzados. Para diferenciar os dois triângulos, eles eram entrelaçados. Eles simbolizavam o Bem e o Mal, o Jeovah Preto e o Jeovah Branco, o Positivo e o Negativo. Tudo isso resulta num símbolo mais amplo: a Subida e a Descida do espírito, igual a Invo­lução e a Evolução.

É bom que você saiba pelo menos isso dessa estrela, uma vez que ela está em quase todas as par­tes do Templo, no Escudo do Médium Iniciado e até nos pára-brisas dos carros. Só que a nossa estrela não é entrelaçada e nem mesmo se distingue os dois triângulos. Isso porque a nossa Corrente simboliza a Síntese mais do que a Análise.

Também é bom que você saiba que não foi David quem inventou essa Estrela. Ela sempre existiu na natureza, na formação de cristais e outras coisas. Talvez por isso ela seja um símbolo Eterno. O impor­tante é que você saiba que seu uso pela nossa Cor­rente não implica filiação alguma a outros grupos religiosos ou doutrinários.

Voltemos agora à nossa estrela em frente ao Templo. Nela você verá uma seta atravessada que simboliza Seta Branca e um trecho de uma de suas mensagens:

“… Filhos – O Homem que tentar fugir de suas metas cármicas ou juras transcendentais será devorado ou se perderá como a ave que tenta voar na escuridão da noite…”.

Essa advertência está im­plícita na própria estrela: metas cármicas são o triângulo da descida; juras transcendentais estão con­tidas no triângulo de subida.

Logo em seguida, no anteparo da porta, você encontra o trecho do Evangelho de João 14:06 que diz:

“Eu sou o caminho da verdade e da vida; nin­guém vai ao Pai senão por mim”

Dentre os profun­dos significados dessa frase do Mestre Jesus, nós destacamos o sentido do “EU” ou seja a sede da de­cisão, o centro do livre arbítrio, da responsabilidade individual. Essa é a base da Doutrina do Amanhecer.

2 A Pira

A Pira representa o centro de controle do Templo e, ao mesmo tempo, é uma síntese da Doutrina do Amanhecer. O observador colocando-se de costas para a imagem de Jesus verá o seguinte: a Terra, representada pela base; o Sol à sua esquerda e a Lua à sua direita. No Centro, está colocada a Presença Divina. Essa figura não é privativa de nosso Templo e é encontrada em uso em outros grupos iniciáticos. Ela representa os 7 planos do Homem, ou seja do Espírito Encarnado na Terra com seus 7 raios de for­ças. No centro, na parte espelhada, está represen­tado o Corpo Físico, seu sistema nervoso, os 7 ple­xos, seus “chakras” correspondentes e o sistema cir­culatório do sangue. O sangue venoso e o sangue arterial representam os pólos positivos e negativos. O círculo maior destaca o Plexo Solar e seu respecti­vo “Chakra” umbilical. As duas taças representam o sangue que fornece o ectoplasma. As duas setas, uma subindo e outra descendo simbolizam a macro­circulação. Temos então representados o microcosmo que é o Homem e o macrocosmo que representa seu Universo. As estrelas simbolizam Mayanty e as nossas casas transitórias.

A imagem de Jesus fica na parte onde se encontra a Cruz do Cristianismo e a figura de Jesus, o Caminheiro.

O conjunto de Tronos dos Pretos Velhos. É o setor da desobsessão, da desassimilação de cargas negativas

3 O Fluxograma do Templo

O recinto do Templo é dividido por uma linha imaginária que parte do local onde está o quadro de Pai Seta Branca e termina na parte traseira do anteparo da entrada. Ao ser aberta a Corrente, o conjunto de forças é emi­tido, como se fosse um feixe de raios, partindo da Pira e convergindo para a Mesa Evangélica, até atingir o anteparo da entrada. Outro feixe parte da Pira até atingir o local onde está o quadro de Pai Seta Branca.

Essa é a razão principal pela qual o Médium deve abrir os braços ao cruzar essa linha. Recebendo a força no plexo Solar (na frente ou nas costas) com os braços abertos ele estabelece uma descarga. Se cruzar sem esse gesto ele pode tomar um choque.

Além do aspecto horizontal, as forças percorrem o Templo de cima para baixo como se fossem colunas de luz. Elas caminham “penduradas” no teto e no sentido dos ponteiros do relógio.

Os bancos em que os pacientes se sentam fica do lado esquerdo. Enquanto as pessoas esperam o atendi­mento, elas vão sendo trabalhadas pela Corrente. A parte mais ativa das cargas magnéticas, trazidas pe­las pessoas, vai sendo absorvida pela Mesa Evangélica, mesmo que ela não esteja funcionando. Ao chegar aos Tronos, o Paciente já está melhor preparado para receber o tratamento. É por isso que não é de bom alvitre uma pessoa ser atendida nos Tronos ou na Cura tão logo chegue ao Templo.

A circulação deve ser feita de preferência en­trando pelo lado esquerdo e saindo pelo direito, seguindo o sentido dos ponteiros do relógio.

O Médium ao fazer a preparação recebe as for­ças diretamente da Pira. Por isso não é preciso fazer a reverência ao Cristo, a menos que esteja em trân­sito do lado de fora da Parte Evangélica.

Em dia de Trabalho não deve haver cir­culação de pessoas sem uniforme na Parte Evangélica, nem mesmo sendo Médium da Corrente.

Nem Médiuns e nem profanos devem entrar no recinto da Iniciação, sob pena de tomarem um choque magnético, a menos que estejam a serviço das Iniciações.

4 Suas Energias Humanas

Se você assimilou tudo que foi dito até aqui, principalmente o que é realmente o Templo, você en­tão sabe que está lidando com energias de vários tipos. São elas que curam, que resolvem os seus problemas e os problemas dos Clientes. A partir daqui preste muita atenção e procure entender bem, pois disso depende o seu futuro de Missionário.

5 Cura espiritual

A cura é a primeira palavra que você precisa conhecer e saber o que é. Pelo dicionário, “curar” quer dizer sanar, cuidar, velar pelos interesses de alguém. Pela nossa Doutrina, curar significa reequili­brar uma pessoa, não somente em relação aos pro­blemas que ela apresenta, mas também ajudá-la a en­contrar seu caminho Espiritual e ter alguma coisa em que se apoiar daí para a frente. Por isso nós usamos a expressão “Cura Espiritual”.

Logo, tudo que fazemos no Templo é Cura, em­bora a gente costume dizer que Cura é o trabalho feito na Sala de Cura, quando a pessoa apresenta distúrbios físicos. Isso é apenas uma questão de cos­tume, uma vez que as pessoas só se consideram doentes quando têm sintomas de distúrbios físicos.

6 Forças e Energias

Outras duas palavras que você precisa entender com muita clareza são “Forças” e “Energias”. Elas não são exatamente sinônimas, isto é, não significam exatamente a mesma coisa mas, no seu emprego elas se confundem. Por isso a gente usa “Força” ou “Energia”, conforme o emprego. Pela origem de am­bas, Força deriva de “Forte”, o que tem Força; e Ener­gia deriva de Trabalho, ou seja, de Força Direcionada, empregada em alguma coisa.

No item da descrição do Templo do Amanhecer, você já se familiarizou com a idéia de Forças e Ener­gias. Você então ficou sabendo que existem Forças e Energias circulando no Templo. Percebeu também que existem Forças de fora e Forças que partem de você mesmo. Resumindo, você agora sabe que no Templo são manipuladas Forças do Médium e Forças que chegam de fora dele. Vamos tentar com o máximo cuidado descrever essas forças.

Comece por se lembrar do que dissemos a res­peito da Pira, quando mencionamos a microcircula­ção e a macrocirculação. “Macro” quer dizer grande, e “micro” quer dizer pequeno. “Microcirculação”, significa a movimentação de forças dentro de você e “macrocirculação” é a movimentação de forças dentro do Templo.

7 Trabalho

Vamos fazer uma pequena pausa e recapitular, para que possamos entender com simplicidade, as coisas que acontecem no Templo e em cada Médium, particularmente em você.

Até agora você ficou sabendo que o Templo se divide em partes básicas e que existe um “Fluxograma” da circulação das forças no seu interior.

Também você ficou sabendo o que significam as palavras “Cura”, “Força” e “Energias”. Vamos então aprofundar um pouco o assunto.

Mentalize três aspectos diferentes desse con­junto de idéias: a inércia, o movimento e o resultado. Para isso se tornar mais fácil ainda vamos comparar com um automóvel.

Um carro parado repre­senta uma força, uma energia inerte. No momento em que ele é posto em movimento, ele significa um conjunto energético, força em movimento. Isso quer dizer “trabalho”, o carro está “trabalhando”. Ele en­tão leva pessoas ou cargas a algum lugar e esse é o “resultado”.

Observamos agora esse carro em movimento. No seu interior existe um mundo de forças que se transformam em energias, em trabalho; essas for­ças são tantas que a gente nem tem capacidade para descrevê-las todas: a gasolina, a eletricidade, o calor, o atrito, o peso, a água, o ar, o fogo, a idade etc. Isso sem mencionar o motorista, os passageiros e as cargas que possam estar nele.

No seu exterior, isto é, fora do carro, nas ruas ou nas estradas, outro mundo de forças influenciam e são influenciadas pelo nosso carro em movimento: o ar, a luz, os ruídos, as ladeiras ou descidas, os ou­tros carros, os sinaleiros, os avisos de trânsito, a chuva ou sol, as curvas, enfim, são tantas as forças que a gente não tem também capacidade para des­crevê-las todas.

Mas, de tudo isso, o mais importante para nosso esclarecimento doutrinário, é distinguir que há uma diferença no tipo de forças que causam toda essa complicação: Forças Físicas e Forças Psicológicas. Quando o motorista lê numa placa na beira da es­trada: “Cuidado, escola” ele aceita a advertência do aviso e torna-se mais cauteloso. Nesse caso ele obe­deceu a uma Força Psicológica. Se logo em seguida ele levanta o vidro da janela, para evitar que a chuva o molhe, ele obedeceu a uma Força Física.

Naturalmente não é fácil a gente distinguir os aspectos psicológicos e os físicos das Forças que atuam sobre nós. Mas, se aplicarmos o bom senso, o senso comum de observação, nós podemos fazer uma razoável separação.

Vejamos o que podemos fazer para você distin­guir em você o que é Físico e o que é Psicológico.

Você se alimenta e respira, e a comida e o ar se transformam em Força Física, isto é, você é capaz de se movimentar, trabalhar, mover objetos, etc. Essa força lhe permite a existência física e, como Médium, “existir” fisicamente no Templo.

Você apreende, pensa, tira conclusões e as coi­sas apreendidas se transformam em Forças Psicoló­gicas, isto é, você é capaz de entender, tomar decisões, amar, gostar, sentir-se feliz ou infeliz. Essa força lhe permite a existência Psíquica e, como Mé­dium “existir” Psicologicamente no Templo.

Você aperta a mão de um amigo e diz: “Como tem passado?”. Nesse gesto você usou a força física para apertar a mão e a força psicológica para fazer um gesto de cortesia para com seu amigo.

A palavra “Física” deriva da palavra grega “phy­sike” que vem de “physis” que significa natureza. A palavra “Psíquico” deriva da palavra grega “psykhê” que quer dizer Alma. Por isso nós podemos dizer, “Força Psicológica” ou “Força Anímica”.

8 Forças Físicas e Psicológicas

Cremos que com o que foi dito até agora, você já pode considerar-se consciente do fato de que é uma Usina Receptora e Emissora de Forças e que vive dentro de uma Usina Maior que é o mundo que o cerca. Também já deve ter se compenetrado de que existe uma variação no tipo de Forças que atuam sobre você, podendo separar razoavelmente o que é Força Física e o que é Força Psicológica.

Daqui para diante, vamos observar um outro fato, um tanto subjetivo, mas que será a porta de entrada para seu mundo Iniciático, o mundo invisível e subja­cente em todos os atos humanos. Tomemos de novo o surrado exemplo do automóvel em movimento con­duzido pelo nosso motorista.

Enquanto o carro anda, o motorista obedecendo os regulamentos de trânsito, o mecanismo funcio­nando perfeitamente e os dois seguindo uma rota, um outro mundo de forças está atuando sobre eles, um mundo subjetivo e indefinido. Por exemplo, quando ele olha para a placa “Cuidado, escola!” e au­tomaticamente diminui a velocidade, um mundo de coisas que se referem a crianças atravessa rapida­mente a sua consciência. Ele pode se lembrar da sua infância, dos seus filhos, da oportunidade que ele perdeu não estudando, da filosofia educacional do Brasil, da meiguice das crianças, etc.

Aquela placa, por sua vez, representa o fato de que existe preocupação das autoridades com a segu­rança das crianças, que existe um cuidado, que existe uma filosofia de educação dos motoristas, que é uma cidade organizada, que trânsito é um negócio peri­goso, etc.

Você percebeu? Não são apenas os estímulos físicos e psicológicos, objetivos, que representam Forças Físicas ou Psíquicas atuantes no ato, no tra­balho que está sendo executado, que estão em ação; também outras forças atuam e determinam os esta­dos de ânimo ou desânimo do motorista. Esses es­tados por sua vez atuam sobre o mecanismo do carro e influem no comportamento mecânico da máquina. Ele freia com violência, esquece de abastecer ou de parar para colocar água no radiador, etc.

Todo estímulo resulta de um movimento energé­tico, todo estímulo é uma força. A placa “Cuidado, escola!”, além da força das palavras em si, repre­senta a força administrativa, governamental, o poder dirigente, a organização política, a filosofia civilizatória do País e etc.

As reações do motorista representam as forças atávicas, subconscientes, a educação recebida, os fa­tos particulares da sua própria vida, as atitudes que ele tem tomado em relação às crianças, enfim, seus conceitos e preconceitos.

9 Recepção e Emissão

A partir daqui nós sabemos, pelo bom senso, sem complicação alguma de ordem intelectual, que tudo que se move e age no Planeta, até mesmo uma pedra, inerte na aparência sensorial, existe e age por recepção e emissão de forças e energias. Assim é nosso organismo físico, assim é nossa alma e assim é nosso Espírito.

Cada movimento do nosso corpo, cada sensação de nossa alma e cada deliberação de nosso espírito, tudo acontece por meio de energias que se transformam em forças e forças que se transformam em energias. Vamos agora considerar essas energias e forças em relação apenas a nossa posição de Médiuns e nossa Missão Crística.

O Corpo elabora a Energia Física, a Alma produz a Energia Psíquica e o Espírito fornece a Energia Es­piritual. Assim sendo, o ser humano tem uma fase Física, uma Psíquica e termina com a Espiritual. No começo o ser humano só é movido pelo instinto de sobrevivência física, no período que vai desde a sua gestação até mais ou menos 7 anos de idade, começa depois sua elaboração psicológica até aos 14 anos e a partir daí entra nos contatos transcendentes que vão até o fim de sua vida. Como você já sabe o sufi­ciente sobre a questão Físico-Psíquica, daqui para frente trataremos apenas da questão de suas Forças Mediúnicas.

10 Suas Forças Mediúnicas

A Força Mediúnica é de ordem Transcendental, isto é, ela ultrapassa os limites da educação, dos há­bitos e da situação física. Mas quaisquer que sejam suas manifestações, elas aparecerão sempre no seu comportamento humano, através de sua personali­dade, pois você sendo o veículo, é lógico que não existe outra forma. Só que quando essas forças se manifestam, elas produzem atitudes que são conside­radas anormais. Isso porque toda a ciência e toda a religião existente em nossa Civilização consideram apenas a existência da Alma e do Corpo e, como con­seqüência, qualquer fenômeno mediúnico é rotulado apenas como uma anormalidade da Alma uma manifestação patológica, isto é, considera-se como um desequilíbrio mental ou físico. Se o fenômeno acon­tece em termos religiosos, ou melhor, se a forma de apresentação se enquadra em alguma Crença Religiosa, ele então é chamado de Milagre.

Atualmente, face ao crescimento das manifesta­ções mediúnicas, a ciência e as religiões oficiais ten­tam criar uma explicação racional e para isso criaram um novo método científico chamado “parapsicologia”. Essa ciência cataloga os fatos mais exóticos da Mediunidade, e procura provar que se tratam apenas de Forças que alguns indivíduos possuem mas que são dele mesmo, não vêm de parte alguma. Esta atitude é coerente com a ciência oficial que simplesmente nega ou desconhece a existência do Espírito Trans­cendental – para a Ciência só existe o indivíduo a partir do seu nascimento e que deixa de existir com a morte. Para o religioso, o Espírito é algo abstrato e na falta de um conceito mais razoável, o identifica com a Alma. Por isso as religiões oficiais não aceitam a idéia da Reencarnação.

Na verdade, as Forças Mediúnicas são estimuladas pelo seu Espírito e, sendo algo que já existiu antes, que já ocupou outras personalidades, que teve muitas experiências, as Forças de que ele é portador estão além das Forças puramente Físicas e Psicoló­gicas da sua atual personalidade.

Mas, assim como suas Forças Psicológicas repou­sam nas suas Forças Físicas – é lógico que você não poderia falar se não tivesse uma boca e etc., suas Forças Mediúnicas repousam sobre suas Forças Físi­cas e Psicológicas.

A base da manifestação Mediúnica é o Ecto­plasma, o Fluído Magnético Animal que é produzido no organismo.

Esse Ectoplasma varia em teor e quan­tidade conforme suas metas Cármicas, conforme o programa que seu Espírito tem a cumprir na Terra. É por isso que cada Médium tem a sua própria Mediunidade e, embora ela seja sempre a mesma na base, ela varia conforme o uso que você fizer dela. Vamos dar-lhe um exemplo bem simples e verificável para que entenda bem isso: a maioria dos Mé­diuns quando começa a se desenvolver apresen­ta um entusiasmo e uma pressa de trabalhar fora do comum. Se é um Médium de Incorporação, ele incorpora a todo momento, demora para desincorporar e dá verdadeiros “shows” de Mediunismo. Entre­tanto, passados apenas alguns dias de Desenvolvi­mento, ele esmorece, tem dificuldades para sintoni­zar-se com seu Mentor, começa a achar que não é mé­dium Apará e chega a pedir para passar a ser Dou­trinador.

Isso acontece pela simples razão que ele chega carregado com seu próprio ectoplasma, acumulado desde o momento em que sua Mediunidade começou a se manifestar, e que foi subindo além de suas for­ças, além do seu padrão normal. Isso quer dizer que ele vem com mais Energia do que sua Força suporta. Esse exemplo completa seu entendimento do que se­jam Forças e Energias.

Todo Médium tem uma “Força” Mediúnica e com essa Força manipula vários tipos de Energias, con­forme seu programa de trabalho. Essas energias são muito variáveis e se torna desnecessário descrevê-las todas aqui.

Mas, para seu melhor entendimento, vamos ci­tar alguns exemplos. Há Médiuns Aparás que têm força para manipular energias do Povo das Águas, outros dos Pretos Velhos e outros dos Caboclos. Em­bora ele possa trabalhar com todas essas Falanges. há sempre uma que é sua Força Predominante. É com base nisso que é identificado o seu Guia Prin­cipal ou Mentor. Os outros Guias, pertencentes a outras Falanges, trabalham com o Médium na “Linha” predominante do Médium. Assim acontece também com os Doutrinadores cuja força principal é caracte­rizada pela sua Princesa.

11 A consciência das próprias Forças

A Força, ou capacidade de manipular Energias já vem com a pessoa, faz parte do esquema de trabalho que seu Espírito preparou para sua trajetória no Pla­neta. Mas, assim como a pessoa desconhece o seu Carma, ele também não conhece as suas Forças. O Carma vai sendo conhecido na proporção que os fatos vão acontecendo e o mesmo se dá com as forças. É no momento da tragédia, do acontecimento difícil, que a pessoa descobre suas capacidades e habili­dades para contornar as coisas.

Logo, tanto as tragédias como a capacidade de enfrentá-las, são potenciais dormentes no indivíduo e somente seu espírito as conhece antecipadamente. O espírito da pessoa sabe das dificuldades que ela vai enfrentar e sabe também quais as forças que ela poderá contar para isso.

Esse fato fundamental é que nos leva ao Sistema Crístico e um dos seus mecanismos que é o Mediunismo Cristão ou Espiritismo. Pelo desenvolvimen­to Mediúnico, a pessoa aprende a “ouvir” seu próprio espírito e ampliar a visão da sua própria vida. Com isso ela pode prevenir-se, aprender a manipular suas forças e modificar seu Carma até onde lhe foi permi­tido pelo seu próprio programa de vida.

É por isso também que a Doutrina do Amanhecer exige um res­peito profundo pelo Livre Arbítrio. Ninguém dá ou tira nada de ninguém, mas apenas uns servem de instru­mento de outros. Alguns nos trazem a dor e outro nos trazem o alívio, mas somos somente nós mesmos que buscamos uma ou outra coisa.

O que a Doutrina do Amanhecer nos retransmite são as coisas que nosso próprio Espírito tenta nos “dizer”, e nós habitualmente não entendemos. Nisso consiste também a essência do Sistema Crístico e da Escola do Caminho de Mestre Jesus. Pela Lei do Perdão, do Amor, da Tolerância e da Humildade, a pessoa se esclarece, se torna sensível à direção de seu espírito e se equilibra consigo mesma. Equili­brado e consciente de suas forças o Ser Humano re­toma o seu caminho com tranqüilidade, sabendo para onde vai e o que quer da vida.

Pai Nosso

Pai Nosso que está nos Céus, e em toda parte

Santificado seja o Teu Santo nome

Venha a nós o Teu reino

Seja feita a Tua vontade

Assim na terra como nos círculos espirituais

O pão nosso de cada dia dá-nos hoje, Senhor!

Perdoa as nossas dívidas, se nós perdoarmos aos nossos devedores

Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal

Porque só em Ti brilha a luz eterna

A luz da Glória, do Reino e do Poder

Por todos os séculos sem fim.

Instruções Práticas para os Médiuns Fascículo 04

sábado, 8 de agosto de 2009

Instruções Práticas para os Médiuns

Fascículo 04

ÍNDICE
Item Assunto Pág.
- Índice 1
- Prefácio do Fascículo IV 2
1 Porque o Médio não deve tomar Álcool 3
2 O Cruzamento de Correntes 3
3 Aprendizado Mediúnico e Intelectual 4
4 O Fluido Magnético Animal ou Ectoplasma 4
5 Mediunidade Psíquica e Mediunidade Espiritual 5
6 A Mediunidade Iniciática 7
7 A Conduta Doutrinária 8
8 A Missão Mediúnica 10
9 A Missão Básica da Nossa Corrente 12
10 Os Reajustes 13
11 As Energias Cármicas 14
12 O Percurso de Uma Vida 15

1 Porquê o Médium não deve tomar álcool

O sistema nervoso é o mecanismo intermediário entre o corpo físico, o mundo externo e o campo consciencional. O campo consciencional é a sede do eu, esse algo individualizado e portador da cen­telha divina. A centelha divina é a parte do mecanismo do Homem que lhe possibilita a existência. Ela proporciona a encarnação e a sustenta. Sem ela não existe a ligação entre o Espírito Transcendental, a Alma e o Corpo. Rudimentarmente o sistema nervoso pode ser comparado com uma rede de distribuição de eletri­cidade, com seus fios, transformadores, subestações e uma de suas peculiaridades é dar passagem a ener­gias por indução. Isso significa que a corrente ner­vosa “salta” de um ponto para o seguinte, não é con­tínua. Esse e outros fatores básicos do sistema ner­voso caracterizam a célula nervosa como incapaz de se reconstituir. Com isso não existe a regeneração do tecido nervoso. O álcool, a heroína e seus derivados têm a capa­cidade de destruir a célula nervosa. Célula nervosa destruída significa perda de capacidade consciencio­nal, diminuição do alerta mental, lerdeza do raciocínio, etc. Isso tudo resulta na gradual irresponsabili­dade do Ser Humano. Esse fenômeno acontece quer se beba pouco ou muito álcool. Um pouco de álcool todos os dias causa efeitos mais danosos porque os resultados só aparecem lentamente. Essa é a razão fundamental pela qual os Médiuns não devem tomar álcool. A Doutrina do Amanhecer funciona na base do Doutrinador e Apará conscientes e isso é sinônimo de clareza mental, razão e respon­sabilidade. Outro motivo específico, pelo qual o Médium não deve tomar álcool, é que a Corrente do Amanhecer mobiliza e atrai energias extra-etéricas, cuja força só pode ser controlada por mentes equilibradas. Por isso é preferível que o Médium não ingresse na Cor­rente se não puder deixar o hábito de beber, pois ele se prejudicará mais se tentar pertencer à Corrente e tomar álcool.

2 O cruzamento de correntes

Pela Doutrina do Amanhecer todas as doutrinas e religiões são consideradas boas, sendo vedado aos Médiuns fazer qualquer crítica a outros grupos. O Templo do Amanhecer é aberto a todos, incluindo aqueles que praticam outros rituais ou religiões. Também não existe proibição formal para a freqüência de nossos Médiuns a outros cultos, desde que ela não seja sistemática, como uma obrigação. A razão disso é que o Médium, ao freqüentar outras práticas doutrinárias ou religiosas, se envolve nas correntes e vibrações desses cultos e provoca em si mesmo o cruzamento de forças. Esse fato se agrava se o Médium participar da intimidade do ritual. A participação do Médium em nossa Corrente não é uma simples formalidade. Ela funciona nos vários planos do Médium e ele sintoniza com as for­ças desde o plano físico até às várias gamas do plano espiritual. Na verdade o progresso de nossos Mé­diuns é avaliado em termos de impregnação, de assi­milação da Doutrina. Se praticar seu Mediunismo por outros métodos ele não consegue a sintonia neces­sária e vive desequilibrado. Aliás esse é o principal motivo que traz a maio­ria dos Pacientes em busca de socorro no Vale do Ama­nhecer. Ignorando esse fato simples eles buscam auxílio em muitos lugares diferentes e acabam por se desiludir e se tornarem descrentes. Por último, se nossa Corrente e nossa Doutrina não forem suficientes para o Médium, a ponto de ter que buscar outros cultos ou práticas religiosas, esse fato invalida sua posição de Médium por definição…

3 Aprendizado mediúnico e intelectual

O ensino religioso é feito habitualmente pela didática comum, pela palavra falada ou escrita. Com isso a absorção dos conhecimentos se faz pelo inte­lecto, o banco de memória atuando como o reposi­tório de conhecimentos. Isso acontece tanto em reli­giões aculturadas intelectualmente como em cultos e doutrinas de outra natureza. A base é a memória, em algumas predominando a memória visual e em outras a auditiva. Mesmo nos cultos chamados primitivos, os líderes são sempre aqueles que apresentam maior soma de conhecimentos Ritualísticos e doutrinários. Com esse método a religião é absorvida pela alma, pelo sistema psicológico, pela personalidade. A religiosidade assim assimilada é anímica, sensorial, faltando no praticante a presença do espírito trans­cendental. A falta de espiritualidade nas religiões tem sido a maior fonte de angústias da Humanidade atual. Entretanto a Natureza proporcionou ao Homem um método bem mais simples e natural de aquisição de religiosidade que é a Mediunidade e esse é o mé­todo adotado pela Doutrina do Amanhecer, para que seus Médiuns adquiram os conhecimentos, que aliás não são chamados assim, mas de esclarecimentos.

4 O Fluído Magnético Animal ou Ectoplasma

Exerce sua influência na pessoa, de acordo com sua progra­mação Cármica, seu plano de vida no Planeta. Isso acontece no momento exato, e sua manifestação é absolutamente clara, insofismável para ela mesma. Para que esta afirmação seja aceita é preciso que haja apenas certa honestidade do Homem con­sigo mesmo. Quem neste mundo de Deus não sabe quando a inquietação de seu espírito se manifesta? Uma vez começada a “produção” Ectoplasmática começa também o desassossego da pessoa. É a época na vida de cada um quando começam as interrogações, a busca de algo acima do senso comum, as dores, as insatisfações, as sensações de irreali­zação, os distúrbios neurológicos e até mesmo as doenças físicas de maior gravidade. Os sintomas va­riam conforme as reações que as pessoas têm, de acordo com sua personalidade, ou seja, a constituição de seu conjunto psicofísico. Embora ignorando o fenômeno, a maioria das reli­giões proporciona, pelo próprio ritual, algum reequi­líbrio Ectoplasmático. Isso acontece principalmente pelo sistema de reuniões, a formação de correntes e o sentimento de amor que é buscado. Mas, os pre­conceitos, sejam dogmáticos ou não, e a ânsia da padronização de conceitos, com isso formando os preconceitos, abafam as manifestações individuais. O Homem se torna, assim, prisioneiro, frustrado, exa­tamente dentro da instituição ou seja, a religião ou doutrina, que existe para sua libertação! Isso tudo resulta da confusão que se faz entre a Alma Transitória e o Espírito Transcendental, e esse é o grande mal de nossa Civilização. Assim, a Doutrina do Amanhecer não inventou método algum de transmissão de religiosidade, mas apenas adotou, na sua prática, o sistema que a Natu­reza já havia proporcionado ao Espírito em trânsito na Terra, o Ser Humano, o Homem. Nós apenas de­senvolvemos a Mediunidade da pessoa e proporcio­namos os meios para ela mesma controlar suas for­ças e energias. Com isso essas forças e energias passam a circular nos canais programados e começam a beneficiar as pessoas em vez de prejudicá-las. como acontecia antes de aqui chegarem. Com toda a simplicidade a pessoa aprende a ma­nipular seu ectoplasma. Com isso ela se purifica, se clareia, se torna mais sutil e, adquirindo maior vibraticidade, permite a sintonia com o seu próprio mundo espiritual. A partir daí sua alma se abre às Influências do seu Espírito e ela começa a divisar seu caminho. A “claridade” do seu Ectoplasma lhe proporciona o “esclarecimento” que tanto se confunde com “conheci­mento”.

5 Mediunidade Psíquica e Mediunidade Espiritual

O Espírito é algo que se destacou do Todo e, como conseqüência, se individualizou, se tornou uma “Individualidade”. O Indivíduo-Espírito pela própria natureza, apresenta características, tendências, pre­ferências e objetivos que são somente seus, que o destacam de outros Indivíduos-Espíritos. Para encarnar, isto é, para percorrer por certo tempo este Planeta, seguir a estrada que o levará, num futuro talvez remoto, à desindividualização, isto é, à sua reintegração no Todo, ele é obrigado a se adaptar ao corpo físico, cujas manifestações se fazem pelo processo sensorial de estímulo-resposta, cha­mado Alma. Esse conjunto Corpo-Alma forma a Per­sonalidade. Personalidade significa a aparência física, a cons­tituição do corpo, as tendências, a educação recebida, ou seja, “aquilo” que foi feito ou se fez no mundo físico, no Planeta, para a manifestação do Indivíduo-Espírito. Essa é a Lei da Terra, a Lei Crística, em seu as­pecto peculiar da encarnação. Ao se submeter a esse processo, o Espírito aceita completamente o fato de que terá que se manifestar, exercer a sua programa­ção, caminhar para seus objetivos, dentro dessas con­dições difíceis. A formação da Personalidade já é meio caminho andado na realização Cármica. Por mais que faça, o Homem dificilmente pode modificar sua personali­dade, a não ser em termos de mudança de comporta­mento. Essa mudança entretanto, a não ser que seja feita em consonância com os objetivos do seu Espí­rito, será angustiosa, transitória ou auto-aniquilante. O conhecimento e a utilização da Força Mediúnica devem ser paralelos ao reconhecimento da existência do Espírito Transcendental, do próprio Espírito, sob pena dela ser apenas a exteriorização da Personali­dade. Em resumo, o desenvolvimento da Mediunidade apenas fenomênico, sem um objetivo Crístico, res­salta as qualidades ou defeitos do Médium e o torna apenas intermediário entre ele e o mundo que o cerca. Pode ainda acontecer dele, na sua cegueira personalística, ser intermediário de Forças Horizon­tais, não criativas e às vezes até destrutivas. Nesse caso ele se torna um Médium apenas psí­quico, isto é, ele dá vazão a conceitos, idéias e con­selhos de sua própria lavra ou de Espíritos do Plano Terreno, ou seja, formas e valores não criativos, ape­nas transformistas. Esse fato simples e objetivo é que separa o joio do trigo, o que é Crístico e o que apenas não é. É fácil de se saber quando isso acontece, bastando seguir-se a regra evangélica de que a “árvore se conhece pelos frutos”… A Mediunidade desenvolvida paralelamente ao esclarecimento doutrinário, apresenta um quadro to­talmente diferente. O Médium começa por apreender as emanações e os anseios transcendentais de seu próprio Espírito e, graças a isso, ele se harmoniza com sua linha Cármica. Ele muda as perspectivas, a visão da vida e muda seu comportamento por um pro­cesso íntimo de plena convicção. Ele passa a ver o Mundo com maior descortínio, se torna mais abran­gente e com isso sua vida se equilibra. Ele passa a ser uma pessoa que irradia simpatia e interesse pelo seu próximo. A partir daí se torna possível seguir a Lei do Per­dão, do Amor, da Tolerância e da Humildade. Nessas condições isso é feito sem constrangimento, sem que a pessoa tenha que se violentar, sem provocar ten­sões internas, geralmente causadoras de revolta. Nessa linha de sintonia com seu Espírito trans­cendente ele atrai para si as emanações dos Espíri­tos Superiores, de seus Guias, seus Mentores, e passa a ser porta-voz desses Espíritos. Esse é o Médium Espiritualizado, o Médium através do qual vem a cura, o alívio e a esperança dos que são atendidos por ele. Temos assim uma idéia clara do que seja a Me­diunidade puramente Psíquica e a Mediunidade Espi­ritual. Entretanto é preciso saber que o Ser Humano não é estático, sempre o mesmo. Ele varia a cada momento e seus estados se alternam conforme as in­fluências a que é submetido. Como conseqüência, sua Mediunidade pode variar e se apresentar ora de uma forma, ora de outra. Por isso é que a prática da Mediunidade deve ser feita no âmbito de um conjunto doutrinário, com re­gras ritualísticas e a vigilância dos Mentores. Em nossa Corrente, para melhor garantir a autenticidade, todo trabalho mediúnico é feito pela unidade dupla Apará – Doutrinador. Só o Doutrinador tem as con­dições necessárias para discernir as manifestações e saber quando as coisas vêm do Médium ou dos Guias, qual a dosagem de Psiquismo existente no tra­balho e até que ponto esse Psiquismo não prejudica o trabalho. Afinal ninguém é perfeito e qualquer um pode cometer erros. O importante é tirar o melhor partido de cada situação e fazer com que o Médium ajude a si mesmo, enquanto ele está ajudando o seu próximo. Só uma atitude de Amor e paciência pode conduzir o fenômeno mediúnico para resultados posi­tivos a todos que dele participam. Para isso é preciso haver uma atitude desassombrada e de compreensão, de que somos todos Espíritos a caminho e que o Ser Humano dificilmente mistifica deliberadamente.

6 A Mediunidade Iniciática

Iniciação significa a admissão do Médium ao cír­culo seguinte da Espiral de Forças que regem a Missão. As Forças da Corrente do Amanhecer dis­tribuem suas Energias de cima para baixo, em forma de espirais cônicas, cujos círculos menores estão na parte de cima. Cada espiral representa uma Cassan­dra regida por uma Falange. Ao se tornar Médium do Vale do Amanhecer a pessoa vai desassimilando as correntes negativas, através da modificação do seu teor ectoplasmático. Seu fluido se modifica paulatinamente, tornando-o cada vez mais sensível às vibrações dos círculos ime­diatamente superiores. O Médium vai se “Imantran­do”, isto é, ele adquire a capacidade de sintonizar os “Mantras” de força e os manipular no exercício de sua Mediunidade. Vejamos um exemplo: qualquer pessoa pode rezar um Pai Nosso. Essa oração é o Mantra básico dado por Jesus para situar o Espírito em trânsito na Terra no Sistema Crístico. Entretanto, ao pronunciar esse Mantra existe uma penetração maior ou menor, em consonância com o estágio espi­ritual de quem o pronuncia. As palavras são as mes­mas, não importa quem as pronuncie mas a sintonia varia conforme a situação do emitente. O mesmo Mantra pronunciado por um Iniciado e um não iniciado produzem resultados diferentes. Por isso o Médium Iniciado recebe o direito de usar certos objetos Ritualísticos que são acrescidos ao seu uniforme. Há, pois, trabalhos no Templo que só podem ser feitos por Médiuns Iniciados. A cerimônia de Iniciação é basicamente o encon­tro, em meio do caminho, entre o Médium e as Ener­gias que ele passou a ter capacidade de manipular. Às vezes as energias vão mais ao encontro dele do que ele das energias e outras vezes sucede ao con­trário. Esse fato é muito importante de se saber, uma vez que Força significa capacidade, potência; sucede às vezes que a pessoa não chega a exercê-la conscientemente. Expliquemos melhor: o Médium Ini­ciado é sempre capaz de fazer um trabalho, que exija essa condição, mesmo que ele não saiba ou não co­nheça a força que tem. Nem sempre a personalidade do Médium corresponde à sua posição mediúnica. Há certos casos em que a Espiritualidade manda Iniciar um Médium para que ele seja beneficiado pela Iniciação, para sanar alguma dificuldade em seu equilíbrio. Só depois de algum tempo é que ele irá exer­cer conscientemente seu papel de Iniciado.

7 A Conduta Doutrinária

O conflito é a nota dominante da vida no Planeta Terra. Na verdade não existe Vida sem Morte. Os seres respiram e, junto com o ar, penetram no orga­nismo milhões de bactérias, germes e micróbios. A cada respiração milhões de anticorpos, que são ver­dadeiros soldados do corpo físico, entram em ação e matam os invasores. A luta não pára um segundo sequer e, se as defesas se enfraquecem, ou se um inimigo desconhecido penetra em suas fileiras, o corpo se desequilibra e a pessoa fica doente. Tudo que existe na Terra é vivo, qualquer que seja a natureza. Tudo é composto de átomos, desde a pedra até o fogo, desde a água até o ar. Como re­sultado natural, tudo que absorvemos é vivo. O Ser Humano é uma complexa máquina que absorve e transforma, como todos os outros seres, a matéria em energia e a energia em matéria. Nada é desper­diçado e tudo é transformado. Essa luta eterna é variável conforme a simplici­dade ou a complexidade dos organismos que existem no Planeta. Quanto mais complexo é um organismo mais complexa é a luta. O princípio porém é inalte­rável: absorção ou perda de energias. Isso acontece desde a pedra bruta, que é atacada pelo ar, a água, o atrito, o calor, o frio e as variações do terreno onde se encontra, até o Ser Humano, que é afetado por esses e outros fatores. Desde o mineral, passando pelo vegetal, e che­gando ao mundo animal, a luta vai adquirindo aspec­tos mais variados e complexos. Ela atinge o máximo refinamento no homem, a maior usina da Natureza de transformação energética que existe. O simples ato de pensar já é uma poderosa for­ma de emitir e receber energias, com perdas ou ga­nhos conforme os controles, as qualidades e as sin­tonias. Quanto mais sutil é o campo vibratório em que as energias são recebidas ou emitidas, maior é a intensidade, a potência e a força que entram em jogo. Com esse raciocínio fácil e razoável conclui-se que o conflito, a luta, o ataque e a defesa são intrín­secos em nossa natureza, essa é a Lei do Planeta Terra, não existe a paz, mas sim a guerra, permanente e inevitável, se situarmos o problema apenas em ter­mos do plano psicofísico. Essa Lei entretanto é restrita, delimitada pelo campo vibracional da Terra e, para começarmos a en­tender isso um pouco, nós temos que pensar em termos de Dimensões, Planos e Mundos. Embora essas palavras sejam escorregadias, são as únicas que nos dão a idéia aproximada de Planos Vibrató­rios. Façamos uma analogia: por mais encapelado, tempestuoso que o mar esteja, se mergulharmos alguns metros abaixo da superfície encontraremos uma tranqüilidade impressionante. Pessoas que já voaram em aviões comerciais de grande porte também co­nhecem essa notável experiência. Às vezes a gente decola de um aeroporto em meio a tempestade, o avião jogando perigosamente; ele ganha altura e, em poucos minutos o sol brilha por sobre o colchão de nuvens enquanto que o vento parece inexistente. Assim é a nossa vida e assim também são nossas alternativas. É preciso mergulhar ou subir acima de nossas contingências para que tenhamos paz e tranqüilidade, é preciso penetrar na Dimensão do Espírito. Só que o mergulho no mundo do Espírito não é me­dido em metros mas em sensibilidade. Torna-se necessário a gente se fazer receptivo ao mundo de nosso próprio Espírito, seja em termos do passado Cármico ou do futuro planejado, para que possamos avaliar melhor os nossos conflitos e poder-mos reduzi-los às proporções que eles realmente têm. Para facilitar essa receptividade, para tornar pos­sível a trajetória dos Espíritos encarnados, para que o Mundo seja uma escola proveitosa é que existe o Sistema Crístico e a Doutrina do Mestre Jesus com sua Escola do Caminho. O Vale do Amanhecer não exige dos seus Mé­diuns que contrariem as Leis do Planeta, quaisquer que sejam elas, mas que sobreponham a elas uma conduta iluminada pela Doutrina de Jesus, a que cha­mamos de Conduta Doutrinária. Convidar um Ser Humano a abandonar a luta seria o mesmo que sugerir que se suicidasse. Mas permitir que ele continue a luta sem saber o que está fazendo é deixá-lo entregue à perda da oportunidade encarnatória, é o suicídio do Espírito. A Doutrina de Jesus diz: “devemos amar ao pró­ximo como a nós mesmos” e, por todos os ângulos que observemos essa máxima ela sempre se apre­senta como vantajosa para nossa existência. Amando as pessoas que nos cercam, incondicionalmente, con­seguimos um clima de paz em nossa consciência que só nos traz vantagens em todos os sentidos. Mas, para podermos amar os que nos agridem ou que pro­curam nos prejudicar, os que nos odeiam e os que nos invejam, nós temos que ter uma perspectiva ampla das nossas relações com os “próximos” Para que tenhamos essa visão mais ampla nós temos que conhecer, assimilar os outros aspectos da Doutrina do Mestre. Para conhecê-la nós devemos ter capacidade de sintonia. Em termos de Mediu­nismo, capacidade de sintonia significa saber mediu­nizar-se. E assim, fechamos o amplo círculo. Para que o Médium tenha uma conduta Doutrinária ele precisa conhecer a Doutrina. Conhecendo a Doutrina ele con­tinua sua luta, come, bebe, ama, trabalha, disputa seu lugar ao Sol, cumpre as leis biológicas, as psicológi­cas e as sociais e, através disso, executa o programa desta encarnação. E só assim ele pode dizer com tranqüilidade: “Seja feita a sua vontade, assim na Terra como no Céu”. A Doutrina do Amanhecer nos fornece ainda um dado muito precioso: o Homem em harmonia com a Lei é controlado por um número e uma quantidade de energias que lhe garantem a força total. Esse nú­mero básico é o 7 assim dividido: 3 + 1 + 3. Três forças são a sublimação, que por serem inversas da Terra são chamadas de negativas. Elas são fáceis de identificar quando dizemos: “em nome do Pai, do Filho e do Espírito”. Há uma força intermediária que liga as três primeiras com as três últimas: essa é a força da Mente, ou quarto plano Iniciático, a sede do Eu; as outras três forças são: a do plano Intelectivo concreto, onde se manipulam as Energias Etéricas, a do Coração ou Forças da Emoção e sensibilidade (no coração humano é que reside a partícula Crística) e por último a Força Animal, do mundo físico. Tanto a da Mente como as outras três formam o quarteto positivo, as 4 forças chamadas de positivas, pois são elas que diferenciam um Homem de um Espírito não encarnado, um Espírito vivendo na Terra. Podemos agora concluir: o Médium, por defini­ção, tem que observar uma Conduta Doutrinária, isto é, ele terá que agir de acordo com a Doutrina na observância da Lei.

8 A Missão Mediúnica

A palavra “Médium” é a mais simples de qual­quer vocabulário, pois sendo latina, ela pode ser usada em qualquer língua, mesmo que essa língua não seja de origem latina. Entretanto não existe palavra mais vinculada a mistérios e coisas incompreensíveis do que essa. Ela chega a causar medo nas pessoas conforme as circunstâncias. “Médium” em latim quer dizer “meio” que por sua vez significa, entre outras coisas, “aquilo que se usa para obter alguma coisa”, ou então, “o ponto exato entre dois extremos opostos”. Em português, a palavra “Médium” já é incorpo­rada ao vocabulário e significa literalmente: “a pes­soa que serve de intermediário entre os espíritos e os seres humanos”. Assim, mediante uma simples palavra, nós temos garantido que ser Médium é apenas um meio e não um fim em si. Se acrescentarmos a essa proposição a afirmativa da Doutrina do Amanhecer de que todos os seres humanos São médiuns, conclui-se que nós, os encarnados, os seres humanos somos meios para alguma coisa. Essa “alguma coisa” é a trajetória dos Espíritos pelo Planeta Terra. Se juntarmos a essa conclusão o fato simples de que a Sociedade, a Hu­manidade, a Civilização, a Coletividade e etc., todas essas palavras significando mais ou menos a mesma coisa, composta de seres humanos, conclui-se por simples lógica que a Humanidade é apenas meio e não um fim em si. Apenas devemos acrescentar, por respeito à Ló­gica, que tudo existente nesta terra é meio e fim ao mesmo tempo e que, se quisermos manter um racio­cínio coerente, devemos sempre especificar as cir­cunstâncias em que algo é meio ou fim. No caso do Médium a própria denominação já estabelece a condição de ser ele Intermediário entre o Mundo do Espírito e o Mundo Físico, um Medianeiro entre o Céu e a Terra. Todos os seres humanos sendo Médiuns, estão sendo Intermediários entre algo que deve ser feito, todos são meios de uma finalidade. Essa finalidade começa a ser Missão quando adquire um âmbito maior, além da simples sobrevivência do indivíduo. Olhando-se por esse prisma verifica-se facilmente que todos os seres humanos têm missão, uma vez que todos são Médiuns. O que então significa quando a gente diz para um Médium: “Você é um Missionário”? Para termos uma resposta correta somos obriga­dos a particularizar a palavra “missão” no seu sen­tido religioso e, para que isso seja mais real, enten­dê-la no sentido Crístico. Para compreender esse sentido nada melhor do que a leitura da Parábola dos Talentos em Mateus – 25,14/30:

14- Pois é como um homem, que se ia ausentar do país, e chamou seus servos e lhes entregou seus bens.

15- e a um deu cinco talentos, a outro dois, e a outro um, a cada qual segundo sua capacidade; e partiu.

1 6- Imediatamente foi o que recebera 5 talentos e ope­rou com eles e lucrou outros cinco.

17- Igualmente o de dois, lucrou outros dois.

18- Mas o que recebera um, foi, cavou a terra, e es­condeu o dinheiro de seu senhor

19- Depois de muito tempo, vem o senhor daqueles servos e ajusta contas. 20- E vindo o que recebera cinco talentos, trouxe ou­tros cinco, dizendo: “Senhor, entregaste-me cinco talentos; olha outros cinco talentos que lucrei.

21- Disse-lhe seu senhor: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, confiar-te-ei o muito; entra na alegria de teu senhor”.

22- Chegando também o de dois talentos, disse: “Senhor, entregaste-me dois talentos; olha ou­tros dois talentos que lucrei”.

23- Falou-lhe seu senhor: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, confiar-te-ei o muito entra na alegria de teu senhor”.

24- Vindo também o que recebera um talento, disse “Senhor, conheço-te que és homem duro, co­lhendo onde não semeaste e recolhendo onde não distribuíste,

25- e amedrontado, escondi teu talento na terra olha (aqui) tens o teu

26- Respondendo, então, disse-lhe seu senhor: “Servo infeliz e tímido, sabias que colho onde não se­meei e recolho onde não distribuí?

27- Devias, então, ter confiado meu dinheiro aos ban­queiros e, vindo eu, teria recuperado o meu com juros.

28- Tomai-lhe, portanto, o talento, e dai-o ao que tem dez talentos,

29- pois a todo aquele que tem ser-lhe-á dado e ainda sobre o que tem será acrescentado; mas ao que não tem, ainda o que pensa ter ser-lhe-á tirado. 30- E o servo inútil lançai-o nas trevas exteriores; aí haverá o choro e o ranger de dentes”. (Mateus, 25: 14 – 30. ln Carlos Torres Pastorino, “Sabedoria do Evangelho”, Vol. 6º pág. 175). Desde que essa Parábola foi conhecida, “talento” passou a significar a qualidade inata e o engenho pas­síveis de serem multiplicados, desenvolvidos. A Mediunidade inata, natural em todos os seres humanos, é uma qualidade que pode ser “multiplicada”, isto é, desenvolvida e, como na parábola tendo sido recebi­da, ser devolvida em dobro ou multiplicada “ao Se­nhor”. Médium, com “M” maiúsculo é pois, aquele ser humano que desenvolve o seu talento mediúnico e, ao fazê-lo, exerce automaticamente uma Missão; torna-se um Missionário. É por isso que a gente costuma dizer do Médium que se dedica com mais Amor ao trabalho mediúnico que “ele é um verdadeiro missionário”.

9 A Missão Básica da nossa Corrente

A Corrente Indiana do Espaço, nome como é conhecida na Espiritualidade, foi formada para a pre­paração do Homem para o III Milênio, assim chamado porque será o 1º Milênio em que a Lei Crística es­tará implantada no Planeta, sem a necessidade da dor Cármica. Essa implantação está sendo feita pela Escola do Caminho do Mestre Jesus. A parte do Sistema Crís­tico atual é essencialmente Doutrinária, e essa Es­cola nos ensina como transmitir uma Doutrina. Quem melhor colocou o problema foi Pai João de Enoch, que diz sempre: “Meus filhos, não basta apenas dar peixes às pessoas; é preciso ensiná-las a pescar”… A Doutrina do Amanhecer ensina a não ter medo do futuro e nos abre as esperanças de realização desde o momento em que entramos em contato com ela, qualquer que seja o tipo de relacionamento. Se uma pessoa chega ao Templo do Amanhecer e é curada, ela percebe claramente que foi pelo fenô­meno do Amor, da Tolerância e da Humildade e não por algum fenômeno que contrariasse a Lei do Planeta. Se o visitante entra e sai do Templo por sim­ples curiosidade, por mais fechada que seja a sua mente, ele já se impregnou da emanação do Templo e sente-se bem. Esse fato e a maneira do funciona­mento do Templo com sua arquitetura, seus símbolos e seu ritual já imprimiram nos seus sentidos uma mensagem doutrinária. Assim acontece com as coisas do Vale e como ele aparece para as pessoas. É lógico e natural que todos o procurem em busca de algum remédio para seus males. O caminho da dor é o caminho natural da atual fase do Planeta Terra. Mas, a dor é apenas um meio, um instrumento de alerta e não basta ape­nas afastá-la para que ela tenha atingido sua finali­dade. Por outro lado, é preciso respeitar o livre arbítrio de seu portador e não é lícito aprisionar o Ho­mem sofrido em conceitos restritos. É certo dar abrigo ao viajante cansado, mas é absurdo querer obrigá-lo a morar com a gente. A missão de nossa Corrente é abrir os olhos dos que nos procuram para seus próprios caminhos e ilu­minar esses caminhos com o máximo de nossas luzes. Essa é a missão da Corrente e nisso consiste a Dou­trina do Amanhecer.

10 Os Reajustes

Para entendermos melhor os quatro itens ante­riores deste fascículo, o problema do psiquismo, da conduta, da missão e das finalidades da Corrente, é preciso que saibamos claramente o que são Reajustes. A partir do instante em que os Espíritos passa­ram a existir e se tornaram Individualidades, suas diferenças lógicas passaram a produzir efeitos. Na des­cida, para nós misteriosa, que os Espíritos empreen­deram, como nos mostra a Estrela de David, suas ações mútuas foram causando efeitos cada vez maio­res uns nos outros. Na presente encarnação, olhando-se as pessoas em seu relacionamento, a gente percebe esse fato claramente. Não há lógica que possa explicar o relaciona­mento entre os Homens, as desigualdades, os amores e os ódios. Por quê uns matam e agridem, odeiam e se revoltam enquanto outros amam e curam? A tentativa de explicar essa realidade pelos atos atuais, é invalidada pela diferença de reações às mes­mas condições e estímulos, fato esse que mostra claramente a existência de causas anteriores, que de­terminam as atitudes atuais. Ora, se os Espíritos tendem a voltar a Deus, con­forme nos mostra o triângulo ascendente da Estrela da David, eles terão que acertar suas diferenças e emparelhar suas Individualidades a um ponto comum de referência. O padrão de referência mais lógico e acessível ao Ser Humano é a face do Sistema Crístico que estabelece um prazo, um tempo determinado para nossa ação no Planeta e, prudentemente, nos fez ignorantes do dia de nossa morte física. Para chegarmos à paz interior, sinônimo de Deus, nós temos que nos reajustar com tudo que nos cerca, começando, naturalmente, pelo que nos é mais próximo, mais intenso, de experiência mais imediata. E assim nós vamos encontrando, nas pessoas e nas coisas que nos cercam, os efeitos das ações que fizemos através dos tempos. Primeiro encontramos a nós mesmos, quando tomamos consciência de nossa situação; somos pobres ou ricos, bonitos ou feios, alegres ou tristes; nascemos numa parte boa ou má do Planeta, temos bons ou maus progenitores, etc., etc. Esse é o primeiro e mais difícil Reajuste. Ao chegarmos ao entendimento, à consciência plena de nossa situação, quando o que moldamos já é irreversível, no tem o e no espaço, somos geralmente tomados de um profundo senso de injustiça e, às vezes, de revolta. Nesse ponto nos encontramos diante do primeiro grande dilema de nossas vidas. Alguns chegam a isso em tenra idade, outros já mais velhos, mas todos, todos os Seres Humanos desta Terra chegam a esse ponto. Você que está lendo este fascículo, seja o juiz e decida se esta afirmativa é verí­dica ou não. A partir daí começa o nosso Reajuste, a retomada da trajetória de nosso Espírito, o aparecimento das dívidas e dos créditos adquiridos em outras encarna­ções. Esses compromissos do passado são represen­tados por credores ou devedores, que tanto podem ser encarnados como desencarnados, “gente” ou Espí­ritos. Na experiência vivida nos Templos do Amanhe­cer, tanto no trato com as milhares de pessoas aten­didas, como nas instruções doutrinárias, conclui-se que a estrutura da vida global do Homem está no plano de reajustes para cada encarnação. O Espírito para reencarnar estuda, junto com seus mentores, um plano de trabalho através do qual po­derá conseguir certa dosagem de evolução, se cum­prir, é claro, o plano traçado. Naturalmente ele po­derá cumpri-lo ou não, uma vez que seu Livre Arbítrio é respeitado em todos os planos, inclusive na esco­lha de sua encarnação. Caro Médium e leitor (Aspirante ou Veterano) desta Corrente: neste ponto de nosso fascículo faremos esta pequena pausa e retomaremos o assunto dos Reajus­tes, por ser ele fundamental para a compreensão da Doutrina do Amanhecer. É o reajuste o ponto crítico, que decide o resultado positivo ou negativo de uma encarnação e é ele também a principal razão da busca religiosa. Para que possamos entender esse aspecto tão Importante da vida em nosso Planeta, vamos toma-lo em sua origem mais próxima de nosso entendimento que é o processo encarnatório.

11 As Energias Cármicas

Para que um espírito possa ocupar um corpo fí­sico e sua respectiva Alma, e com isso formar um Homem, um Ser Humano, entram em jogo múltiplos fatores, alguns dos quais podem ser analisados e compreendidos pela visão científica da vida. Dois Seres Humanos se complementam e dão origem a um terceiro. Ambos são portadores de fa­tores genéticos e, da combinação dos genes fica esta­belecida a estrutura fundamental do novo ser. A partir desse ponto forma-se o feto, cujo sis­tema nervoso e cérebro-espinhal se completam entre o segundo e o terceiro mês de gestação. No terceiro mês o Espírito passa a habitar naquele corpo. Todo o processo está compreendido nas leis que regem os planos físicos e seus complementares Eté­ricos e Astrais do Planeta, até o momento do Espírito aderir ao corpo. Para que isso aconteça entra em jogo um fator extraterreno ou hiperetérico chamado Centelha Divina, Átomo Crístico, etc. Se não existisse esse fator extra-etérico, o fenômeno da vida seria passível de ser controlado pelos Homens. Sem essa Centelha Divina não existe reen­carne, não começa a vida humana, a não ser em ter­mos apenas biológicos. Por isso o ser humano criado em laboratório será apenas um sonho mau, uma pretensão humana sem propósito. O Sistema Crístico na Terra foi organizado para os Espíritos em trânsito e fora dele é impossível, pelo menos até onde alcança a visão espiritual da Doutrina do Amanhecer, o reencarne dos Espíritos. A Centelha Divina é uma energia que mantém a aderência do Espírito ao corpo através do Perispírito. No término da jornada o Espírito volta ao plano alcan­çado, à dimensão que conquistou. A energia da Centelha Divina, impregnada pelas características da vida que foi vivida por aquele Ser Humano, fica na Terra, geralmente junto ao local onde o corpo é desin­tegrado, não importando qual o processo, se enterra­mento, dissolução, cremação, etc. A partir desse ponto a Centelha Divina se transfor­mou em Energia Cármica e permanece nas proximi­dades onde o corpo ficou depois do desencarne. Ela irá passar por transformações lentas, em termos de localização, intensidade e mobilidade, dependendo de como o Espírito que a deixou segue sua evolução. O sucesso ou insucesso de uma encarnação depende muito da maneira como um Espírito manipula as Ener­gias Cármicas.

12 O Percurso de uma Vida

Onze meses antes da reencarnação o Espírito per­corre, acompanhado de seu Mentor, os lugares onde viveu suas várias encarnações. Não se trata exata­mente de uma viagem topográfica, mas, de certa forma, o itinerário é baseado nos pontos magnéticos gerados pelas Energias Cármicas deixadas por ele. Dentro dessas coordenadas ele escolhe o seu plano encarnatório, a começar pela mãe, o pai, os amigos e os inimigos que irá ter. Prevendo as pró­prias vacilações, ele escolhe também um futuro Amigo e Protetor que irá ajudá-lo na penosa experiência. Depois disso ele entra para o chamado sono cul­tural, enquanto o plano é executado pelos Mentores, entrando no jogo os Espíritos encarnados e os desencarnados que irão relacionar-se com ele nessa encar­nação. Isso mostra claramente que o livre arbítrio é que preside todos os atos. Mesmo depois de encarnado, quando esquecido da escolha feita, se ele não quiser aceitar as condições que se impôs, ele pode fugir ao cumprimento do programa. Essa fuga entretanto ape­nas lhe traz mais angústias e transfere os problemas para mais tarde. Mas, o importante é que Deus não tem pressa… E assim, um Ser Humano nasce em determinado lugar, sua família muda-se para outro lugar, ele cresce e viaja para outro lugar e pode acabar sua vida em algum lugar bem distante de onde começou. Acaso? – Não, não existe acaso na vida humana a não ser na aparência sensorial. Atrás de cada acontecimento de nossas vidas, do mais banal ao mais importante, existe sempre um intrincado mecanismo cujo funcio­namento é mais complicado ainda porque muda a cada momento. Essa mudança se opera a cada ins­tante na dependência de nossas decisões. Se a de­cisão é certa, se está de acordo com o programa tra­çado pelo nosso Espírito, o resultado é bom, nos sen­timos em harmonia com o Universo. Se a decisão é errada, com isso contrariamos nosso destino transcendente, sentimos angústias e dor. O Homem é feliz ou infeliz dependendo de como vive e de como estabelece seu sistema de decisões. Naturalmente, a pergunta que essa questão suscita de imediato é: como saber o que está certo e o que está errado? – mas esse é exatamente o enigma da vida, o desafio evolutivo, o preço da autonomia, do Livre Arbítrio. Foi talvez essa questão que levou os sábios da mais remota antigüidade a inscrever nos pés da Esfinge:

“Decifra-me ou te devoro”

E que levou São Francisco de Assis a dizer: “Senhor, dai-me forças para tolerar as coisas que não podem ser mu­dadas; dai-me amor para mudar as coisas que devem ser mudadas e dai-me sabedoria para distinguir umas das outras”. Mas, para sermos bem objetivos, para que pos­samos realmente saber a decisão certa, a Natureza nos deu um mecanismo de percepção que nos per­mite saber qualquer que seja nossa posição no contexto humano – as coisas da Lei no Plano Físico, as coisas da Lei no Plano Psíquico e as coisas da Lei no Plano Espiritual. Normalmente, nós estamos habituados a ouvir a voz de nosso corpo e a voz de nossa Alma, uma vez que seus reclamos são facilmente discerníveis: eu sei quando tenho fome e sei do que gosto ou não gosto. Essas exigências produzem uma pequena dor. Mas temos também que nos acostumar a ouvir a voz de nosso Espírito, pois a falta disso nos produz a grande dor, a verdadeira dor. Perder um corpo é um fator na­tural – não existe corpo eterno; perder a Alma tam­bém é um fator natural – não existe Alma eterna. Mas perder o Espírito, tirar a oportunidade de uma encarnação arduamente conquistada é desafiar a Lei em seu aspecto mais amplo, é fato mais grave e mais doloroso. Por essa razão é que o Grande Mestre Jesus nos deu, de forma clara e adequada, o Sistema Crístico na sua Escola do Caminho, para que pudéssemos ouvir facilmente a voz de nosso Espírito. A propósito é preciso que se diga que o único erro que os exegetas do Cristianismo cometem é de querer interpretar o Evangelho como guia para a Alma e para o corpo; não, Jesus não fala para eles, Jesus fala para o Espírito encarnado. O Evangelho tem um aspecto literal, fatual e psicológico porque ele é transmitido pelos sentidos, mas o próprio Mestre ex­plicou aos discípulos quando lhe perguntaram: “Mes­tre, por que é que lhes falas em parábolas?” Respondeu-lhes Jesus: “A vós é dado o compre­ender os do reino do céu; aos outros porém, não é dado. Porque ao que tem dar-se-lhe-á, e terá em abun­dância; mas ao que não tem tirar-se-lhe-á ainda aquilo que possui. Por isso é que lhes falo em forma de parábolas: porque de olhos abertos, não vêem e, de ouvidos abertos, não ouvem, nem compreendem. Assim se há de cumprir neles a profecia de Isaias: Ouvireis e não entendereis; vereis, e não compreen­dereis; porque endurecido está o coração deste povo, tornaram-se moucos os seus ouvidos, e cerraram os olhos: não querem ver com os olhos, nem ouvir com os ouvidos, nem compreender com o, coração, nem converter-se de modo que eu os cure. Ditosos os vossos olhos, porque vêem! E os vossos ouvidos, porque ouvem! Pois em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejariam ver o que vós vedes e não viram; ouvir o que vós ouvis e não ouviram”. (Mateus 13-10/17).

Instruções Práticas para os Médiuns Fascículo 06

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Instruções Práticas para os Médiuns

Fascículo 06

ÍNDICE

Item Assunto Pág.
- Índice 1
- Prefácio do Fascículo V 2
1 Humahan 3
2 O Sol Interior 4
3 O Sistema Coronário 5
4 O Plexo Físico 5
5 O Micro-Plexo 6
6 O Plexo Etérico 7
7 O Sistema Planetário Humano 7
8 O Neutrôm 9

1 Humahan

Humahan (pronuncia-se u-ma-rã) é um velho Monge Tibetano que viveu no Tibet quando Tia Neiva estava sendo preparada para a Missão. Em sua companhia viveram alguns poucos Monges, em sua maioria velhos remanescentes de uma teocracia em fase de extinção.

Sabemos muito pouco de como viveram, a não ser o fato de que ele e seus companheiros tiveram pouco contato com o mundo exterior e estavam fora do alcance dos atuais dominadores chineses desse antigo País.

Os chineses invadiram o Tibet em 1959 e o Dalai Lhama de então refugiou-se na índia onde ainda vive. Os invasores empossaram outro Dalai e implantaram o regime da China atual no País.

Em 1959, quando a Clarividente Neiva já havia fundado a UESB (União Espiritualista Seta Branca) na Serra do Ouro, ela já havia aceito sua Clarividência e se achava preparada para receber os ensinamentos para sua missão.

Certa vez ela queixou-se a Pai Seta Branca de sua ignorância e ele prometeu-lhe um Mestre, tão logo ela estivesse senhora das técnicas do transporte, nas modalidades de nossa Corrente.

Certo dia ela adormeceu, foi transportada para o Tibet e, quando deu conta de si, estava sentada dian­te de um velho Monge de aspecto estranho, olhos pu­xados como dos chineses e uma barbinha rala que des­cia do queixo esmaecido.

No mesmo instante em que se conscientizou do acontecido ela se viu claramente em sua casa na UESB, velada por Mãe Nenêm. Para sua surpresa ele falava em português e lhe explicou a finalidade de sua vinda. Era o Mestre prometido por Pai Seta Branca.

Ela teria que comparecer ás aulas todos os dias e o “Curso” iria durar cerca de cinco anos. Durante esse tempo ela teria que se abster de remédios e, muito provavelmente ela iria adoecer, o que de fato aconteceu.

O “Curso” realmente durou cinco anos. Ao fim desse tempo ela estava tuberculosa e acabou sendo le­vada em estado de semi-coma para um sanatório em Belo Horizonte. Lá ela ficou cerca de três meses e saiu com as deficiências respiratórias que a afetaram até seu desencarne.

Mas, ela realmente havia aprendido a “Lição”!

Seu Espírito Espartano havia se ligado às suas ori­gens e ela estava então em condições de transmitir a mensagem do Amanhecer e formar o Doutrinador.

Humahan continuou a envelhecer e a lhe dar as­sistência, sempre esperançoso de sua missão junto à Neiva terminar e ele poder embarcar para sua origem.

Embora Tia Neiva soubesse todo o necessário para ser transmitido aos Mestres, Humarran a assistia na parte prática, manifestando-se no seu aparelho, fazendo filosofias da Doutrina do Amanhecer e até mesmo dando assistência Espiritual à Tia Neiva e aos Mestres que com ela tratavam mais diretamente.

Dizia ele que a vida no Tibet estava cada vez mais difícil para ele e seus companheiros e que invejava a nossa posição de Jaguares, cuja missão tem o dinamismo do contato direto com a Humanidade; ele para “exercer” sua missão teve que aguardar essa oportunidade que só se apresentou no fim de sua vida física e nessas difíceis condições. No seu filosofar essa queixa encer­rava certa censura ao sistema monástico e à clausura.

Tia Neiva ocupou uma das mais difíceis posições na Missão do Amanhecer, uma vez que teve que apresen­tar sua ação no plano dos encarnados e dos desencarnados em plena consciência; Humahan participou mais ou menos nas suas condições, mas com a desvantagem de ter um corpo velho e aprisionado nas montanhas tibetanas.

2 O Sol Interior

Uma das unidades de vida mais completa e mais complexa do Planeta Terra é o Homem. Nessa condição ele é também a condensação máxima das energias universais, das forças do Universo manifestadas na Terra, num ser consciente.

Condensação, que pode também ser chamada concentração, produz magnetismo e, isso significa capacidade de atração ou de repulsão, conforme as energias se colocam ou são colocadas.

Assim, cada Homem, cada Ser Humano é uma potente usina de recepção e de emissão de energias. Receber e emitir é a função mais fundamental do Ho­mem.

Energias em movimento chamam-se forças.

As forças universais na Terra se manifestam, são perceptíveis, em três posições diferentes: anion, cation e neutron: anion é uma energia positivada, cation uma energia negativada e neutron uma energia neutra em movimento entre o anion e o cation. Esse é o princi­pio básico do átomo o qual, naturalmente, é muito mais complicado que esta síntese simplificada. O importan­te para nosso entendimento doutrinário é a sua mecânica, isto é, a maneira como as energias operam, ou então, para maior clareza, como as forças se mani­festam.

Também, para sermos mais explícitos doutrinariamente, devemos saber que esses “impulsos” das energias partem de dois pólos conhecidos: o Sol e a Lua.

Esse fenômeno acontece tanto no infinitamente pequeno (micro-cosmo), como no infinitamente gran­de (macro-cosmo). A palavra “cosmo” é um “abrasileiramento” da palavra grega “kósmos” que quer dizer “Universo”.

Filosoficamente poderemos dizer que os micro­cosmos são as unidades mínimas e os macrocosmos as unidades máximas, relativas e geometricamente dispostas, num sentido do menos infinito para o mais infinito e vice versa.

Com base nesses elementos para a formação da idéia vamos agora ao nosso “Sol Interior”.

No íntimo de cada Ser Humano, situado na re­gião do Plexo Solar, na área do umbigo, existem três esferas, umas girando sobre as outras, que formam o Sistema Coronário ou Centro Coronário. Essas esfe­ras não são físicas, isto é, não são formadas de teci­dos ou de qualquer substância palpável.

Desse Centro Coronário partem sete raios de energia ou sete forças que se distribuem pelo orga­nismo. Cada um desses “raios” termina num ponto do corpo. Nesse ponto o “raio coronário” forma um centro de Emissão e recepção de energias. Esse “cen­tro” se chama “Chacra” e sua função é a recepção e distribuição de energias pelo corpo.

Tanto o Centro Coronário como os Chacras re­pousam no plano físico, sobre o sistema nervoso. Assim, no plano físico nós temos o Plexo Solar e os vários plexos; no Plano Etérico do corpo nós temos o Centro Coronário e os Chacras, o mesmo sistema em dois planos diferentes.

3 O Sistema Coronário

O Sistema Coronário é o Centro Vital do Ser Humano, a estação receptora e emissora das energias. É composto de três esferas que funcionam umas so­bre as outras: uma no plano físico, “plexo físico”, outra no plano psíquico, “micro plexo” e outra no plano etérico, “plexo etérico”. Essas três expressões representam o corpo, a Alma e o Espírito.

Temos assim três planos vibratórios diferentes, três maneiras do “Sopro Divino”, do “Verbo” se mani­festar na Terra.

Cada um desses planos é regido pela sua Lei den­tro de uma relativa autonomia. Na descrição do fun­cionamento de cada um vai se percebendo o relacionamento dos três planos. Esses acabam por formar uma unidade composta de três elementos diferencia­dos, que olhados sob o ponto de vista Iniciático cons­tituem o mistério do “Trino”, “Tríade” ou “Trindade”.

4 O Plexo Físico

O Plexo Físico ou Esfera Coronária Física cons­titui o Centro Vital onde as energias pré-existentes na Terra são assimiladas, transformadas e distribuídas. Falamos aqui de um sistema energético mais sutil e com­plexo do que o sistema de alimentação. Neste o ali­mento é ingerido, digerido e acaba por se transformar em nutrimento. Este é absorvido pelas paredes intes­tinais e entra na corrente sangüínea. O sangue por sua vez recebe alimentação do sistema respiratório e circula controlado pela tônica cardíaca. Essa “tônica” vem da Esfera Coronária Física, através do “Plexo Cardíaco”.

Temos assim dois pontos distintos de suprimento energético: o alimento físico, molecular, que vem da transformação da matéria (pela alimentação do sistema digestivo e do sistema respiratório) e o suprimento energético que vem do Plexo Físico através da corrente nervosa.

Este “alimento” diferencia-se do nutrimento (resultante da ingestão da comida e do ar) pelo fato de possuir energias de outra natureza em fusão, isto é, fundidas com energias da alma e do Espírito. É por isso que ele é chamado de “centro vital”.

Sem esse sistema existe apenas vida vegetativa, simples vida animal, vida “presente”, sem passado e sem futuro. Na Esfera Coronária Física são registra­dos todos os fatos da existência, as heranças genéti­cas, as resultantes Cármicas, as atuações da Alma e as elaborações do Espírito.

Essa é a razão pela qual o coração é chamado de sede do sentimento, uma vez que é através do Plexo Cardíaco e do “Chacra” correspondente que as coisas da vida são comunicadas e sentidas à revelia da cons­ciência sensorial. Voltaremos a falar nisso quando ex­plicarmos a diferença entre as emanações mentais e as emanações “mentais-fluídicas”. Quando falamos, aqui no Vale do Amanhecer, que temos por obrigação de cuidar de nossa vida física, de nosso corpo, não esta­mos, é evidente, falando apenas da vida animal, mas sim de algo mais sutil e mais complexo; estamos fa­lando do “centro vital” cujo equilíbrio não depende apenas de alimento, respiração e exercícios. Ele de­pende da compreensão de nós mesmos, de nossas ori­gens, de nossa programação Cármica, de nossos pensa­mentos e da inteligência que empregarmos em nossa vivência. Cuidar do corpo compreendendo esses fato­res é viver em função do Espírito e da “vida global”, não apenas da “vida da matéria”.

O Plexo Físico (Esfera Coronária Física) é sepa­rado e mantém sua interdependência do Plexo Eté­rico (Macro-Plexo) pela existência, entre os dois, do Micro Plexo que é a sede da alma.

5 O Micro-Plexo

A segunda Esfera Coronária constitui o Micro Plexo que comanda as funções da alma (a “psyquê” dos gregos). Não se pode estabelecer uma escala de importância das partes que constituem o Homem. A Alma não pode existir sem um corpo, seja ele de natu­reza densa (da superfície da Terra) ou de natureza Etérica (dos planos sutis da mesma Terra). Devemos olhar a diferença em termos de funções. A função do Plexo Físico é propiciar a existência no plano Físico da Terra e agir como intermediário entre ela e o Ho­mem.

A função do Micro Plexo é de absorver, assimilar e emitir as energias dos dois planos, o do Espírito e do corpo. Em linguagem Iniciática o Micro Plexo é o “Neutrôm”, cujas funções são similares (mas não iguais) ao Neutron do Átomo. Em termos puramente atômicos são partículas que “caminham” entre o Anion e o Cation, aumentando ou diminuindo a positividade ou a negatividade de cada um desses pólos.

O Neutrôm (neu-trôm, com acento tônico na úl­tima sílaba) atua com base em duas forças, a força “centrípeta” (da periferia para o centro) e “centrífu­ga” (do centro para a periferia). Ele “pulsa” dentro de limites esféricos de um lado o Plexo Físico e de outro o Macro Plexo (um embaixo e outro em cima), se alimenta dos dois e, ao mesmo tempo, os alimenta. O Micro Plexo obedece às leis mais sutis, um plano mais vibrátil do que o Plexo Físico. Ele comanda a percepção e a comunicação do Homem. Enquanto o corpo é limitado no tempo e no espaço, pelas leis da matéria física, a Alma age dentro de limites mais am­plos no tempo e no espaço.

É a alma que vai em busca dos desejos e da satis­fação dos anseios, que emite e recebe as vibrações, que influencia e é influenciada pelas mentes, que alimenta e é alimentada pela inteligência. A mais impor­tante de suas funções é receber os eflúvios do Plano Espiritual e levar a personalidade a agir de acordo com as leis transcendentes. Por causa dessa função ampla e quase ilimitada é que a Alma se confunde com o Espírito.

6 O Plexo Etérico

A Esfera Coronária do Espírito é o instrumento do Espírito para sua ação no Homem. Nossa mente não tem possibilidade de conhecer o Espírito na sua essência. Para se tornar perceptível e cognoscível o Espírito se reveste de energias. Essas energias conden­sadas a um certo ponto dão a ele uma forma, uma aparência. Mesmo assim essa forma ou aparência não é perceptível pelos sentidos físicos. Mesmo dentro dos processos da vidência ou da materialização o que é visto não é o Espírito, mas sim o seu “Exterior”, a maneira como ele se apresenta. Por isso o Espírito na Terra é chamado de “Perispírito”.

A ação do Perispírito se faz sobre a Alma e através dela. A Alma busca as coisas no Perispírito e emite no plano horizontal. Por isso a Alma não cria, apenas transforma o que já está criado. Por esse axioma se deduz que o ato de criar é apenas o ato de perceber através da Alma as coisas que o Espírito traz. A Alma é dimensionada e limitada pelo Neutrôm; o Espírito ultrapassa as barreiras do Neutrôm e busca no ultra-som, na ultra-luz e na ultra-matéria as coisas que o alimentam e alimentam o Homem.

Entretanto é preciso entender com clareza que o Perispírito é o Espírito aprisionado na situação de “encarnado”. Esta posição foi aceita por ele deliberadamente, pelos seus compromissos com a Lei de Causa e Efeito, ou “Carma”. Essa é uma situação de “prova”, de “teste” através da qual ele terá que obter sua evolução. Sendo assim, embora recebendo o ali­mento do seu próprio “plano evolutivo”, isto é, o grau evolutivo conquistado por ele até o presente, ele será influenciado pela sua Alma e seu corpo. A maneira como ele irá receber as decisões de sua Alma é que irão determinar o bom ou mau aproveitamento da situação de encarnado.

As provas foram escolhidas por ele e a aprovação ou reprovação, quando essas provas se efetivam, de­pendem dele. Nisso reside a verdade do “Livre Arbítrio” cuja vigência começou desde que o Espírito se ma­triculou na Escola Planetária. Se por um lado é difí­cil saber como esse percurso começou, por outro é relativamente fácil de se entender o porquê dos “Es­píritos a caminho”.

Na Terra o Espírito terá que percorrer sua es­trada com seus veículos físicos ou Etéricos. Mesmo depois de desencarnado ele está sujeito às leis desses planos. Quando o percurso terminar isso significa que ele estará “Santificado”, isto é, ele será então um “Espírito de Luz”.

7 O Sistema Planetário Humano

As Esferas Coronárias trabalham, umas sobre as outras, governadas pelo Eixo Solar de nossa natureza.

Chama-se “Sistema Planetário Humano”, pela seme­lhança que apresenta com o Sistema Solar, em que os corpos celestes gravitam em torno do Sol. O Eixo Solar do Ser Humano é uma espiral de energias que atua de forma perpendicular sobre a cabe­ça do Homem. Temos assim caracterizado cada Ser Humano como um “Sistema” particularizado e individual, governado por algo específico de si mesmo – seu Ei­xo Solar. Esse assunto será melhor explicado quando falarmos, nos capítulos seguintes, das “origens”.

Assim como o Sistema Planetário do qual faz parte a Terra, chamado Sistema Solar, está em per­pétuo movimento – estável mas não estático – assim também o Sistema Planetário Humano se move con­tinuamente no âmbito de sua Orbe Terrestre.

O Ser Humano, encarnado ou desencarnado, es­tá sempre sofrendo alterações em suas esferas coroná­rias, uma vez que o Espírito nunca pára sua evolução. Ele (o Espírito) está sempre modificando e reno­vando seus instrumentos e os altera para combiná-los, conforme os mundos e suas diferentes matérias. Ele não cria essas matérias mas apenas utiliza o que já está criado.

Nós nos aprimoramos ou nos degradamos de acordo com a sintonia mental em que nos colocamos, pois somos preparados nos Planos Espirituais. Con­forme o tipo de sintonia nós estabelecemos o tipo de ação, construtiva ou destrutiva, sempre ligados às nossas heranças, nossas raízes. Há Espíritos que vêm como instrumentos construtivos, outros destrutivos, conforme as linhas Cármicas e as sintonias específicas que eles produzem.

Os “mundos” de onde saímos para a Terra nos dão sua orientação e nos preparam para a tarefa na Terra, sempre no sentido da evolução. Onde quer que estejamos sentimos em Deus esta sintonia universal.

A matéria de que os Espíritos se utilizam não organiza, ela é organizada. Sua função deriva de uma modalidade de energia esparsa que é atraída conforme a função, e por isso também . Por isso os nossos elementos no plano físi­co chegam a ultrapassar as barreiras do Neutrôm, con­forme a função e conforme a formação de nosso Sistema Plane­tário.

As junções ou injunções de energias que se fun­dem no Plexo Físico é que alimentam o Neutrôm. Es­te (o Neutrôm) forma uma nebulosa (uma espécie de nuvem com limites), controlada pela força da gra­vidade que o pressiona em toda sua periferia fazen­do sua substância se dirigir para o centro da esfera.

Isso provoca um movimento circular que vai paulatinamente modificando sua forma. Esse movi­mento toma um sentido mais ou menos espiralado, que acompanha o movimento circular giratório deno­minado “Proteção de Deus”. A lei de ação e reação provoca o movimento contrário tornando a “Proteção de Deus” centrípeta e centrifuga ao mesmo tempo. O Neutrôm pulsa se contraindo e descontraindo como se fosse um coração esfereoidal.

A Força Centrípeta reúne as energias e fluidos ectoplasmáticos no Centro Coronário. A Força Centrí­fuga afasta e emite numa faixa horizontal, as energias conforme o comando de nosso Eixo Solar.

8 O Neutrôm

Até este item temos falado Sol Interior procu­rando dar uma idéia generalizada de sua estrutura e de seu mecanismo. Omitimos até agora detalhes, que só poderão ser entendidos se forem descritos, no seu relacionamento com outros aspectos do Homem e do Universo. Isso será feito na medida em que formos desenvolvendo os outros itens desta Doutrina Iniciática.

Cremos que facilitará o entendimento de nos­sos Mestres saber que o organismo físico, o corpo hu­mano, é em tudo uma reprodução do Corpo Etérico, também chamado Corpo Fluídico. Por esse motivo às vezes a mesma linguagem é empregada para designar aspectos de um ou de outro corpo. Por exemplo, a gente usa a palavra “Plexo” no lugar de “Chacra”. Isso porque ambos se situam mais ou menos no mesmo lu­gar do corpo, com a diferença que o “Chacra” se si­tua embaixo da pele enquanto que o “Plexo” fica no interior do corpo, parte integrante que é do Sis­tema Nervoso.

Antes porém de prosseguir, vamos descrever me­lhor a idéia do que seja o “Neutrôm”, uma vez que essa será a palavra que mais o Mestre ouvirá (e tam­bém que usará) no seu aprendizado Iniciático. Para começar com respeito à Ciência, vamos descrever o Neutron como uma das partículas do átomo.

O átomo é composto por um núcleo central (massa) que é rodeado por uma nuvem de partículas sem carga elétrica. Essas partículas se chamam “Neu­tron”. Além disso ele possui outras partículas, os “elétrons” que, negativamente carregadas se chamam “ânions” e positivamente carregadas se chamam “ca­tions”; a partícula que as carrega chama-se ion.

Naturalmente essa é uma descrição de leigo para lei­go, sem maiores detalhamentos.

Feito isso, voltemos à descrição do nosso “Neu­trôm” Iniciático.

Como no átomo da Física ele representa uma nuvem, um turbilhão de partículas em movimento, do centro para a periferia e da periferia para o centro (movimento, centrífugo e centrípeto). A periferia em que ele se move não é uma superfície física, isto é, ele não está rodeado de substância ou tecido algum; o que estabelece a periferia onde o Neutrôm se move é uma força gravitacional que o pressiona, o “empurra” de todos os pontos dessa periferia. Esse fato é que es­tabelece a diferença entre o Neutron da Física e o Neutrôm Iniciático O mesmo nome com diferença apenas na acentuação da última sílaba se deve ao fato de que o princípio é o mesmo: o átomo é o símbolo do Universo, na afirmativa de que o “micro-cosmo” é igual ao “macro-cosmo” na sua estrutura e funcio­namento.

Um átomo é bem menor que este ponto. Entre­tanto a distância relativa, o espaço entre as partí­culas é tão grande como a distância entre os planetas e estrelas. Sempre porém há um limite, uma circuns­crição: no átomo físico seu limite é microscópico; no átomo Iniciático o limite é de acordo com a unidade que está sendo descrita.

No caso do Ser Humano o li­mite, a barreira é a força da gravidade, pressionando da periferia para o centro, que é resultante do sistema planetário humano: do Eixo Solar para o Macro Plexo e deste para o Plexo Físico – sendo que o Neu­trôm irá constituir o Micro Plexo.

Também como no átomo físico, a função do Neutrôm é separar, limitar dois mundos diferentes: o Físico e o Espiritual. Num estado em que se poderia considerar de “normal”, esse turbilhão em perpétuo movimento, está sempre contido na barreira gravitacional; se essa barreira é rompida, se o Neutrôm pe­netra num ou outro mundo (Físico ou Perispiritual) provoca uma “explosão”, um estado de relativa anor­malidade.

Isso acontece na Física, através da mani­pulação deliberada da intimidade do átomo e aconte­ce também no Ser Humano pela manipulação Iniciá­tica.

Naturalmente deve acontecer também aos corpos celestes pela manipulação dos deuses, dos Mestres Pla­netários que nós do Vale do Amanhecer chamamos de “Ministros”.

Dentre os “instrumentos dos Espíritos” o Neu­trôm constitui uma das principais “ferramentas”. Vamos descrever em seguida, com base nos ensina­mentos de Tia Neiva, que os recebeu de Humahan, como age o Neutrôm.

O Neutrôm, ou melhor, o “turbilhão neutrôni­co” que constitui o nosso Micro Plexo, nossa Alma, produz e permite a existência de certa quantidade de Luz.

Essa luz clareia, ilumina o caminho para nossa mente, de forma a permitir as nossas decisões. Para que nossas atitudes possam ser coerentes com nossa presente posição, na trajetória que fazemos na Terra, o Neutrôm estabelece um limite de percepção.

Isso significa que só temos à nossa disposição urna visão limitada, mas inteiramente suficiente, para tudo que precisamos na presente existência.

Se assim não fosse nós seriamos destruídos pela excessiva complexidade do que na verdade nos cerca. Pois seríamos incapazes de discernir umas coisas das outras. O equilíbrio da mente é proporcionado pelos elementos mais ou menos estáveis que nos são permi­tidos perceber; temos uma noção de tempo, de espa­ço, de distância e de movimento; podemos prever mais ou menos o comportamento das pessoas e coisas animadas ou inanimadas; conhecemos relativamen­te bem o comportamento de nosso organismo, e assim por diante. Em resumo, tudo que precisamos para “viver” está à disposição de nossa mente e seus instru­mentos que são os sentidos.

Se porém o Neutrôm é ultrapassado nas suas bar­reiras, percebemos e registramos elementos que nos levam ao descontrole e ao desequilíbrio, a um estado de anormalidade. Por exemplo: nós vivemos rodeados de Espíritos desencarnados, de formações ectoplasmá­ticas e miríades de construções energéticas. Esses “mundos invisíveis” existem, se movimentam, atuam e têm as suas leis. Porém entre esses mundos e a nos­sa percepção existe a barreira do Neutrôm. Para melhor elucidação do que estamos afirman­do vamos transcrever aqui um Conjunto Mântrico que nossos Mestres usam ao qual chamamos “Prece do Equilíbrio”:

“Senhor!, faze com que habite em mim a verdadeira tranqüilidade da minha alma;

Não deixe que ela se manche com os vícios do mundo;

Dai-me for­ças Senhor, para que eu mesmo possa corrigir os meus erros;

Não permita que eu seja joguete das ilu­sões do mundo;

Pelo pensamento neste instante vou controlar a minha força vital-mental e nenhum pensa­mento negativo poderá entrar em minha men

Analisando esse “Mantra” poderemos compreender melhor a função do Neutrôm. Vejamos:

“… a verda­deira tranqüilidade da minha alma…” – isso signifi­ca que pedimos a Deus que nossa “função neutrôni­ca” esteja e permaneça no seu nível normal;

“… não deixe que ela se manche com os vícios do mundo…” – Nesse caso estamos pedindo que a Força Divina evite que as formas densas das baixas vibrações “man­chem” a luz do Neutrôm;

“… dai-me forças Senhor, para que eu mesmo possa corrigir os meus erros…” – nesse caso estamos pedindo auxílio do Alto para que possamos imprimir a direção certa aos nossos pensamentos e corrigir suas distorções;

“…pelo pensa­mento, neste instante, vou controlar a minha força vital-mental, e nenhum pensamento negativo poderá penetrar em minha mente…” – este último propósito faz com que controlemos, pela nossa vontade, a força vital que emana do plexo físico, e essa energia impregne nossa mente.

Assim vitalizada, a mente se torna impermeável às emanações de baixo teor vi­bratório. Os pensamentos negativos não podem assim penetrar no nosso “campo mental” e assim consegui­mos o equilíbrio.

Frisamos bem a palavra “penetrar” para que nossos Mestres entendam bem o problema:

”Pensamen­tos” são construções energizadas, eles têm “formas”, e uma vez formados eles “existem” e podem ser percebidos pelo som, pela palavra escrita, etc.

Nós não podemos eliminar sua existência. Mas nós podemos evitar que eles penetrem em nossa mente, mesmo que eles atinjam os nossos sentidos. A gente pode ouvi-los, senti-los, percebê-los, mas não precisamos neces­sariamente mentalizá-los ou pensá-los, desde que tenhamos, para isso a necessária força vital-mental.

O ônus de nosso livre arbítrio é essa constante luta, essa escolha que temos que fazer a cada se­gundo de nossas vidas: o teor vibratório das coisas que abrigamos em nossas mentes. Esse teor determina o que somos ou melhor, o que “estamos sendo” a cada momento.

Cremos que com o que foi dito até agora, nós temos os elementos para compreender o que é, em li­nhas gerais o nosso “Sol Interior”, nossas “Esferas Coronárias” e, principalmente, a função do “Neu­trôm”. Isso é apenas um começo, pois nos resta saber muita coisa ainda.

Para maior facilidade no entendi­mento, vamos, no fascículo seguinte, analisar se­paradamente as funções mais íntimas do “Micro Ple­xo” e do “Perispírito”, embora seja difícil falar de um deles sem falar nos outros, pois todos funcionam ao mesmo tempo na “unidade trina” que é o Homem.